Pedreiro de 40 anos padece com pedras na vesícula, em grau severo, no São Conrado, em Campo Grande. A cirurgia dele, no Hospital Regional, foi adiada por falta de peça no equipamento que faz o exame. Em casa e sem renda, sofre para sustentar filhas de 13 e 16 anos.
Quem relata o drama é a mãe do paciente, dona Clélia Rodrigues, 61 anos. Ela garantiu que o filho tem mais de cem pedras no órgão, mas que, conforme um médico, uma teria ''desviado''. O equipamento que faz a detecção dos cálculos está com uma peça quebrada e não funciona.
''Eles não deram nenhum prazo... nada, nada'', lamentou a mulher.
Rodrigues lembra que o filho ficou 17 dias internado no hospital, sujeito a contrair infecção hospitalar, a mesma que teria tirado a vida da esposa dele, de 34 anos, há cerca de um mês e no mesmo hospital.
''Muita gente pegando doença e morrendo lá [no HR]... se não tinha como fazer a operação, por que o Regional não transferiu ele?'', questiona a mãe indignada.
''Nesse tempo, nenhum cirurgião foi lá visitar ele... só os aprendizes... ficavam apalpando ele toda hora'', acrescentou Clélia Rodrigues.
Drama
Atualmente, o pedreiro está em casa e sofre também pela falta de renda, já que é autônomo e não pode trabalhar. Viúvo e com duas filhas para criar, o trabalhador vive o drama de ver a contas chegarem e não poder fazer nada.
''As crianças precisam se alimentar. Ele pegou trauma do Hospital Regional e começa lembrar de tudo que viveu com a esposa'', diz novamente a mãe do paciente.
Apelo
O primeiro apelo da mãe é para que o filho possa operar no Hospital São Julião ou outra unidade capaz de fazer a cirurgia. A família também pede ajuda com doações, já que ele não consegue trabalhar.
O telefone para contato é: (67) 9 9340-4418 (Clélia). A chave PIX é o CPF 990 670 211-72 (é do filho, cujo nome será omitido).
Resposta
Entramos em contato com a assessoria do Hospital Regional e fomos informados que o paciente se evadiu (saiu sem permissão) do HRMS.
Ainda segundo o hospital, ''desta forma, o hospital não tem responsabilidade médica na continuidade do tratamento do mesmo''.
O HR não respondeu sobre o aparelho sem peça para fazer os exames citados.







