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Campo Grande

01/09/2022 13:00

Sem exame, viúvo fica sem cirurgia e sofre para criar filhas no São Conrado

Mãe tirou o filho viúvo do Hospital Regional com medo de infecção hospitalar

  • Paciente tem centenas de pedras na vesícula
  • Paciente tem centenas de pedras na vesícula

Pedreiro de 40 anos padece com pedras na vesícula, em grau severo, no São Conrado, em Campo Grande. A cirurgia dele, no Hospital Regional, foi adiada por falta de peça no equipamento que faz o exame. Em casa e sem renda, sofre para sustentar filhas de 13 e 16 anos. 

Quem relata o drama é a mãe do paciente, dona Clélia Rodrigues, 61 anos. Ela garantiu que o filho tem mais de cem pedras no órgão, mas que, conforme um médico, uma teria ''desviado''. O equipamento que faz a detecção dos cálculos está com uma peça quebrada e não funciona. 

''Eles não deram nenhum prazo... nada, nada'', lamentou a mulher. 

Rodrigues lembra que o filho ficou 17 dias internado no hospital, sujeito a contrair infecção hospitalar, a mesma que teria tirado a vida da esposa dele, de 34 anos, há cerca de um mês e no mesmo hospital. 

''Muita gente pegando doença e morrendo lá [no HR]... se não tinha como fazer a operação, por que o Regional não transferiu ele?'', questiona a mãe indignada. 

''Nesse tempo, nenhum cirurgião foi lá visitar ele... só os aprendizes... ficavam apalpando ele toda hora'', acrescentou Clélia Rodrigues. 

Drama

Atualmente, o pedreiro está em casa e sofre também pela falta de renda, já que é autônomo e não pode trabalhar. Viúvo e com duas filhas para criar, o trabalhador vive o drama de ver a contas chegarem e não poder fazer nada. 

''As crianças precisam se alimentar. Ele pegou trauma do Hospital Regional e começa lembrar de tudo que viveu com a esposa'', diz novamente a mãe do paciente. 

Apelo

O primeiro apelo da mãe é para que o filho possa operar no Hospital São Julião ou outra unidade capaz de fazer a cirurgia. A família também pede ajuda com doações, já que ele não consegue trabalhar. 

O telefone para contato é: (67) 9 9340-4418 (Clélia). A chave PIX é o CPF 990 670 211-72 (é do filho, cujo nome será omitido). 

Resposta

Entramos em contato com a assessoria do Hospital Regional e fomos informados que o paciente se evadiu (saiu sem permissão) do HRMS. 

Ainda segundo o hospital, ''desta forma, o hospital não tem responsabilidade médica na continuidade do tratamento do mesmo''. 

O HR não respondeu sobre o aparelho sem peça para fazer os exames citados.  

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