Um crime que é bastante comum em regiões periféricas das grandes capitais, tem tirado chamado a atenção de moradores também em Campo Grande, principalmente na região da Vila Nhanhá, nas proximidades da Avenida Ernesto Geisel.
O crime geralmente é cometido por usuários de drogas ou por moradores de rua que furtam fios de cobre e queimam para soltar a borracha e ficar mais fácil a venda.
Ao presenciar fogo naquela região quase todos os dias, principalmente a noite, algumas pessoas sempre faz o questionamento, por que sempre tem fogo na Ernesto Geisel, perto da Nhanhá?
Para responder essa pergunta, a reportagem entrou em contato com o advogado criminalista Caio Moura, que afirma a existência do crime e segundo ele, não se pode generalizar as coisas, pois fogo tem em todo canto da cidade, seja pelas condições climáticas ou pela falta de respeito da população com o meio ambiente.
Para se detectar esse tipo de crime, o autor tem que ser identificado mediante flagrante delito.
Nesse caso, Moura explica que a pessoa que furta fios e queima a borracha para vender o cobre, ele comete dois tipos de infração, o crime ambiental e furto contra o patrimônio público.
Caso o infrator queime fios na beira de córregos, segundo a lei, ele comete um crime ambiental.
“Independentemente dos motivos e das ocasiões, colocar fogo no lote e atrapalhar o ambiente próximo é crime previsto na lei 9.605/9, que diz que qualquer atividade que cause danos à saúde humana, como lixo, matas, lotes, se configura como crime ambiental. Além de ser inafiançável, quem colocar fogo no lote pode sofrer pena de seis meses a um ano de prisão e, ainda, pagar multa de até R$ 9.658,00”.
Já o furto do fio em si, já se configura crime de furto de patrimônio, e segundo o Código Penal, a pena pode variar de 2 a 8 anos de prisão se o crime for cometido: com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa, com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza, emprego de chave falsa e mediante concurso de duas ou mais pessoas.







