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Campo Grande

12/02/2023 11:30

Furtar e queimar fios virou rotina em Campo Grande; pena pode chegar a quase 10 anos de prisão

Advogado explica como funcionam as penas para esses tipos de crime

Um crime que é bastante comum em regiões periféricas das grandes capitais, tem tirado chamado a atenção de moradores também em Campo Grande, principalmente na região da Vila Nhanhá, nas proximidades da Avenida Ernesto Geisel.

O crime geralmente é cometido por usuários de drogas ou por moradores de rua que furtam fios de cobre e queimam para soltar a borracha e ficar mais fácil a venda. 

Ao presenciar fogo naquela região quase todos os dias, principalmente a noite, algumas pessoas sempre faz o questionamento, por que sempre tem fogo na Ernesto Geisel, perto da Nhanhá?

Para responder essa pergunta, a reportagem entrou em contato com o advogado criminalista Caio Moura, que afirma a existência do crime e segundo ele, não se pode generalizar as coisas, pois fogo tem em todo canto da cidade, seja pelas condições climáticas ou pela falta de respeito da população com o meio ambiente.

Para se detectar esse tipo de crime, o autor tem que ser identificado mediante flagrante delito.

Nesse caso, Moura explica que a pessoa que furta fios e queima a borracha para vender o cobre, ele comete dois tipos de infração, o crime ambiental e furto contra o patrimônio público.

Caso o infrator queime fios na beira de córregos, segundo a lei, ele comete um crime ambiental.

“Independentemente dos motivos e das ocasiões, colocar fogo no lote e atrapalhar o ambiente próximo é crime previsto na lei 9.605/9, que diz que qualquer atividade que cause danos à saúde humana, como lixo, matas, lotes, se configura como crime ambiental. Além de ser inafiançável, quem colocar fogo no lote pode sofrer pena de seis meses a um ano de prisão e, ainda, pagar multa de até R$ 9.658,00”.

Já o furto do fio em si, já se configura crime de furto de patrimônio, e segundo o Código Penal, a pena pode variar de 2 a 8 anos de prisão se o crime for cometido: com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa,  com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza, emprego de chave falsa e mediante concurso de duas ou mais pessoas.
 

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