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Campo Grande

há 2 semanas

GCM denuncia falta de reposição de uniformes: 'Estamos em uma situação precária' (vídeo)

Segundo denúncia, último fardamento é de 2020

A GCM (Guarda Civil Metropolitana) enfrenta mais um episódio de descaso e sucateamento das condições de trabalho durante a gestão Adriane Lopes (PP) em Campo Grande. Dessa vez, os agentes denunciam a falta de fardamentos e de recursos para a realização de cursos obrigatórios. 

Conforme relatos ouvidos pelo TopMídiaNews, o último fardamento disponibilizado e pago integramente pela prefeitura foi entre 2020 e 2021, época em que Marquinhos Trad (PSD) estava a frente da prefeitura. Desde então, os servidores estão há anos sem reposição adequada de uniformes. 

“Estamos em uma situação precária. Guardas especializados da GEMOP [Grupo Especializado De Motopatrulhamento], Romu [Ronda Extensiva Municipal] e Ambiental, por exemplo, só têm fardamento novo porque compraram do próprio bolso. Em muitos casos, 100% do custo foi do servidor”, desabafou um guarda que não se identificou por medo de represálias. 

Além disso, muitos guardas têm devolvido o armamento por não conseguirem arcar com os custos do curso anual obrigatório, já que, por falta de recursos, parte da corporação precisa manter dois ou até três empregos para complementar a renda.

“O curso de EQP [Estágio de Qualificação Profissional] abriu edital em junho/julho do ano passado, e inicialmente exigia cinco dias consecutivos para fazer, o que é inviável para quem tem um segundo trabalho”, relatou. 

“Depois, reduziram para dois ou três dias, mas o dano já estava feito. Muitos guardas não fizeram o curso, desanimaram e entregaram o armamento”, complementou. A estimativa seria de pelo menos 100 guardas ou mais desarmados, que seguem o trabalho como guarda, mas precisam ser remanejados para postos fixos como escolas, praças, postos de saúde e outros. “Mas no fim, é menos guardas armados nas ruas. Não é falta de vontade, é falta de condições”, reitera. 

Evasão

O último concurso para os cargos no quadro permanente da GCM foram realizados em 2021 e desde então houve uma evasão de servidores, segundo denúncias. “Guardas do último concurso ingressaram já com perfil de concurseiro. Permaneceram pouco tempo e saíram ao passar em outros concursos, devido à baixa remuneração e estagnação de carreira”, disse a fonte. 

Os salários e a defasagem é outro ponto apontado. Segundo o denunciante, não há reposição inflacionária, periculosidade não incorporada e a lei previa um aumento de 40% para inspetores de 3ª classe, mas a prefeitura só realizou o pagamento de 20%, sem nenhuma explicação. 

“Alimentação, benefícios e carreira totalmente estagnados. Isso gera desmotivação, evasão e priorização do segundo trabalho”, disse.  A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para apurar o caso e espera manifestação. O espaço segue aberto. 

 

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