Um esquema de golpe em vendas e compras de veículos está colecionando vítimas em Campo Grande. A prática utiliza de promessas de pagamento por meio de carta de crédito de consórcio, que nunca é concretizada.
Para o jornal TopMídiaNews, o advogado Diego Souto Machado Rios revelou que em apenas uma semana, encontrou mais de dez processos utilizando do mesmo modus operandi. “Fecham o negócio prometendo pagamento com o consórcio, mas não pagam”, relatou.
Ele explicou como um de seus clientes foi vítima do golpe. “Ele anunciou uma caminhonete em um site de vendas de veículos aqui de Mato Grosso do Sul. Em seguida, a loja ligou para ele dizendo que havia um possível comprador”, é nesse momento em que o golpe começa a tomar forma.
A vítima foi até a loja e fechou negócio pelo valor de R$ 315 mil, que seria pago por meio de uma carta de crédito de consórcio. Como não queria liberar o veículo antes de o dinheiro cair em sua conta, o vendedor da loja ofereceu uma caminhonete ainda mais cara como um tipo de “garantia temporária”.
Entretanto, passados cerca de 30 dias sem o pagamento, o proprietário da caminhonete voltou a garagem para cobrar o valor combinado. No local, ele recebe a notícia que a caminhonete dada como garantia havia sido ‘furtada’.
Ao procurar a Delegacia para registrar boletim de ocorrência, a vítima foi informada de que a mesma loja já possuía diversas ocorrências por estelionato, todas com uma sistemática muito parecida: fechamento do negócio com promessa de pagamento via consórcio, repasse do veículo a terceiros e ausência total de pagamento ao dono original.
“Depois disso ele descobriu que a caminhonete dele tinha sido vendida a uma ‘repassadora’ de Campo Grande, pelo valor de R$ 242mil, e essa repassadora revendeu a uma loja do Paraná, por R$ 245mil. Hoje, o veículo já foi até revendido novamente”, relatou o advogado.
“Em alguns casos, eles chegam a pagar um valor de entrada para dar aparência de legalidade ao negócio, mas no caso do meu cliente não houve qualquer pagamento. Em todos, porém, a promessa de quitação com carta de crédito de consórcio e o não pagamento se repetem”, explicou Diego.
O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol e segue em investigação. Para o advogado, os únicos possíveis envolvidos até então são a loja e os sócios, entretanto, há receio de apontar suspeitos de forma aleatória.







