Dez dias após o previsto, Marlon Henrique nasceu saudável na tarde deste domingo (17), por volta das 15h, no Hospital Regional de Campo Grande. O bebê, que veio ao mundo por cesariana, mede 49 centímetros e pesa 3,390 kg. A mãe, de 39 anos, também passa bem após o procedimento.
A gestante estava internada desde a manhã deste sábado (16), após a repercussão da denúncia feita pelo marido sobre a demora no atendimento e a negativa do hospital em realizar a cirurgia. O caso ganhou destaque após ele relatar que a esposa, em gestação de alto risco e com 40 semanas e 5 dias, aguardava há uma semana pela cesárea.
De acordo com o pai, a cirurgia estava prevista para as 9h de domingo, mas precisou ser adiada devido a duas emergências na unidade. O procedimento só foi realizado no período da tarde.
Apesar da demora, o bebê e a mãe estão bem. O pai, no entanto, relata que, por hora, não há previsão de alta e que ambos se recuperam no quarto.
"Não temos previsão de alta ainda. Ele não está mamando no peito, então vamos ver a fonoaudióloga para ver o que ela fala, mas aparentemente está tudo bem. O bebê já está no quarto e minha esposa também. Agora é só esperar recuperar e ter alta", disse o pai.
O parto encerra a angústia vivida pelo casal durante a semana, marcada por dores, contrações frequentes e a busca por atendimento em diferentes unidades de saúde da Capital. Na denúncia feita anteriormente, ele havia relatado que a esposa sofria contrações há dias, sem evolução no trabalho de parto, e que a família vinha enfrentando negativa de atendimento no Hospital Regional, além de dificuldade para conseguir encaminhamento em outras unidades.
Segundo ele, a esposa sofria com contrações frequentes, fortes dores e até episódios de febre, mas o procedimento vinha sendo recusado. "Ela estava há uma semana com contrações, com dor, mas não queriam fazer a cesárea. Queriam induzir o parto natural mesmo ela sendo de alto risco", contou o marido.
A data prevista para o nascimento era 8 de agosto. O casal afirma que recebeu orientação para ir ao hospital naquela sexta-feira (8) para realização do parto, mas ao chegar foram informados de que não havia nenhum procedimento agendado e acabaram mandados de volta para casa.
Desde então, a gestante apresentava contrações a cada cinco minutos, sem evolução de dilatação. "Ela tinha só um dedo de dilatação há duas semanas. Mesmo com contrações, a dilatação não aumentava. A barriga dela endurecia, o nenê empurrava, mas a bolsa não estourava".
Segundo o esposo, diante da negativa no Hospital Regional, o casal foi encaminhado para a Maternidade Cândido Mariano, mas recebeu a informação de que a unidade não tem estrutura para cirurgia de alto risco.
"A médica da maternidade disse que o Regional não poderia ter feito isso e mandou a gente voltar para lá. Aí começou o jogo de empurra: tentamos UBS, Santa Casa, mas sempre mandam de volta para o Regional", relatou.
A situação fez com que a gestante permanecesse em casa, deitada quase o tempo todo por não conseguir andar devido às dores. O caso foi noticiado em reportagem pelo TopMídiaNews neste sábado e, horas depois, a gestante conseguiu a internação e agendamento da cesária no Hospital Regional.
O Hospital Regional foi procurado, mas não respondeu até a publicação da matéria. O espaço continua aberto para manifestações futuras.







