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Campo Grande

23/08/2015 07:46

Histórico, Mercadão esconde personagem com 'causos' pra horas de tereré

Campo Grande 116 Anos

No mês de agosto é comemorado o 116 aniversário de Campo Grande, mas também marca os 57 anos de inauguração do Mercadão Municipal Antônio Valente. Como já é de conhecimento geral dos campo-grandenses, os primeiros permissionários do local (donos de bancas) eram imigrantes japoneses (80%), mas em meio aos "olhinhos puxados" encontramos o senhor Manoel Bento Martins, que faz parte da história do Mercadão desde os 13 anos de idade.

Beirando as sete décadas de vida, seu Manoel gosta de contar, de uma forma meio confusa, tudo que viveu no Mercadão, aliás, desde antes do prédio ser construído. "Eu cheguei aqui quando era apenas os toquinhos da base do prédio. Vim gurizote pra vender manga, guavira que pegava no mato, bolo e pastel para conseguir dinheiro, quando era feira ainda, só que escondido da minha mãe porque matava aula". Maneco, como é chamado, juntou dinheiro para conseguir investir no seu espaço dentro do grande mercado.

Com o seu primeiro emprego de carteira assinada, trabalhando com um senhor que possuía espaço no Mercadão, conseguiu a confiança dos patrões. "Ele perguntou se eu queria isso, com tudo dentro, ele confiava em mim porque nunca fui malandro. Eu aceitei e comecei a investir. Naquela época não existia essas atacadistas da vida, aqui era movimento de gente das cinco horas da manhã até às dez da noite. Lotado!", explica o senhor Manoel mostrando as fotos antigas e o registro de comerciante no local, desde 1976 legalmente.

Foto: Deivid Correia

Foto: Deivid Correia

A clientela se tornou fiel, mesmo com a modernização das coisas. "O pessoal que vem é de fazenda, tudo antigo. Pode inaugurar shopping, supermercado, o que for, eles me ligam antes de abrir para passar aqui e levar as coisas pro sitio. Todos da minha época já se foram, viajaram para além, como sei que estou na fila não me desfiz de nada da época que comecei. A modernização chegou, mas não preciso dela".

Trabalhando no mesmo lugar há 46 anos, seu Manoel faz questão de mostrar todos os objetos antigos, até a máquina registradores que lhe causou problemas de saúde. "Eu comecei a sentir fortes dores aqui [apontou para o ombro direito], inchava e eu sentia até febre. Passe em vários ortopedistas e ninguém sabia o que era, até um dia eu falar para o doutor que pedalava a mesma máquina registrado [de manivela] há 46 anos, então mandaram parar de usar. Só por isso também", apesar dos problemas, nem esse caso tira o sorriso do rosto do seu Maneco.

Foto: Deivid Correia

Foto: Deivid Correia

Para concluir, perguntarmos qual história mais marcante ele viveu dentro do Mercadão, mas a resposta veio com uma gargalhada de incerteza e mais alguns minutos de lembranças. "São tantas, quando você quiser saber é só passar o dia comigo que te conto todas, porque só um dia não vai dar tempo. Já vi trem que descarrilou e saiu matando gente aqui na frente, muito assassinato nas esquinas, as reformas do Mercadão, a época que não havia Ceasa em Campo Grande... É muita coisa", termina. Veja o vídeo e conheça o senhor Manoel:

De acordo com a assessoria de imprensa da Associmec (Associação Mercadista de Campo Grande), apesar do aniversário do Mercadão ser no próximo dia 30, a festa de comemoração acontece entre os dias 5 e 8 de novembro com a realização do Festival do Pastel.

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