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Campo Grande

02/11/2025 15:15

Família de idoso denuncia espera de mais de oito horas por ambulância na UPA Leblon

Idoso de 96 anos com pneumonia ficou o dia todo em jejum aguardando transferência da UPA para o Hospital Regional

A família de Raimundo de Souza, idoso de 96 anos, denuncia a demora no atendimento do serviço de ambulâncias de Campo Grande Segundo os familiares, Raimundo começou a passar mal em casa, apresentando fraqueza e falta de apetite. Diante do quadro, a esposa acionou o serviço de emergência para levá-lo até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Leblon, mas a ambulância não apareceu.

Quando o veículo não veio, um dos filhos saiu do serviço e foi buscar o pai às 18h para levá-lo para UPA. Só nesse momento, o idoso começou a ser tratado inicialmente.

Após dar entrada na unidade, os médicos diagnosticaram pneumonia e informaram que o idoso precisaria ser transferido para um hospital. A vaga hospitalar saiu na manhã seguinte, por volta das 8h, mas novamente a família enfrentou uma longa espera.

“Desde as oito da manhã até umas sete da noite ele ficou esperando a ambulância. Nesse tempo todo, ficou sem comer, porque falaram que ele tinha que ficar em jejum até a chegada no hospital para ser reavaliado”, contou o parente.

Raimundo foi transferido apenas no início da noite e segue internado. A família questiona o motivo da demora e cobra providências do poder público. “Toda vez que a gente precisa da ambulância é essa luta. A gente liga cedo e ela só chega no final da tarde, isso quando chega. O que está acontecendo com as ambulâncias de Campo Grande?”, desabafou.

O caso reacende a discussão sobre a falta de ambulâncias e a lentidão nos serviços de remoção de pacientes na capital sul-mato-grossense. A equipe do TopMídiaNews entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para questionar o número atual de ambulâncias disponíveis e se há alguma explicação para a demora relatada pela família.

A resposta foi sucinta: "a Secretaria Municipal de Saúde informa que as transferências hospitalares são realizadas conforme a prioridade de cada caso atendido pelo SAMU, considerando a gravidade e a urgência clínica dos pacientes. Além dessas transferências, as viaturas também são destinadas ao atendimento de ocorrências de rua, garantindo assistência imediata a quem apresenta quadro mais instável. A pasta reforça que todos os pacientes em atendimento nas unidades de urgência e emergência da Capital recebem acompanhamento e assistência adequada pelas equipes de saúde".

* Matéria editada às 8h48 às 3/11 para acréscimo da posição da Sesau

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