Uma gravação que circula nas redes sociais mostra um homem, supostamente membro de uma denominação evangélica, xingando a Procuradora de Justiça de Mato Grosso do Sul, Jaceguara Dantas Passos de 'vagabunda' e o juiz David de Oliveira Gomes de 'viado'.
O motivo seria uma decisão favorável a um grupo de homossexuais que reclamou do comentário do jornalista Roberto Flávio Cavalcanti, a respeito de uma enquete popular em uma cidade do interior, que questionava se recursos destinados para a saúde e educação, por exemplo, poderiam ser usado para cirurgia de mudança de sexo para transexuais.
O homem se identificou como Altair Genésio, membro do Ministério Geração Jesus Cristo Ministério de Elias, e contou que alguns homossexuais se sentiram ofendidos com os questionamentos do jornalista e se disseram 'ofendidos'. Não foi possível saber se o indivíduo é de Mato Grosso do Sul, mas o sotaque dele denota que seja do Rio de Janeiro.
Em seguida, Genésio dispara: ''Vocês se sentiram ofendidos? E quando vocês sentam na madeira [pênis] seu desgraçado, você não sente um dano? Quando vocês ficam se lambendo, vocês não ficam ofendidos? Vocês são uma aberração, a desgraça da espécie humana'', criticou.
O homem, a todo momento, cita detalhes de relações entre homossexuais e diz que gays não podem ser chamados de humanos e que sexo só é possível entre 'homens e mulheres'.
Na ocasião em que cita as autoridades, ele se mostra revoltado, pois a atual procuradora, Jaceguara Passos , já foi promotora de Justiça de Direitos Humanos e teria acatado o pedido feito pelos homossexuais contra questionamentos em relação a aplicação de dinheiro em cirurgias de mudança de sexo.
Ele conta que o processo judicial foi aberto e o juiz David de Oliveira Gomes deu ganho de causa aos homossexuais. ''[...] essa mulher é uma vagabunda...deve ser sapatão também. E esse juiz também é viado, só não deve ter assumido ainda'', apontou.
Ele finaliza o vídeo dizendo que não vai se calar e, mesmo se processado e condenado a pagar por danos morais vai continuar com a 'guerra santa'.
O líder da igreja, citado por ele como Tupurani Lopes, é do Rio de Janeiro e já foi preso por agredir um delegado de polícia, na ocasião de uma reunião de conciliação em razão de ofensas contra religiões africanas.








