O Tribunal de Justiça inaugura, nessa quarta-feira (30), a reforma da oitava escola do Programa Pintando e Revitalizando a Educação com Liberdade, em Campo Grande. Assim como as outras, a Escola Alice Nunes Zampiere foi reformada utilizando mão de obra de detentos do regime semiaberto.
A escola, segundo a Justiça, passou por reforma completa em sua estrutura, que vai beneficiar mais de mil alunos e a comunidade escolar. A obra teve início no período de férias escolares e se estendeu até a primeira quinzena do mês de agosto e foi executada por 25 detentos do Instituto Penal da Gameleira. O valor total foi de R$ 360 mil, o que representa um custo de apenas R$ 151,00 por metro quadrado.
Desse custo total, o Estado arca com o salário dos presos, pagos pela Secretaria de Educação, que também proporciona o transporte dos trabalhadores. Já o valor do material, orçado em R$ 310 mil, foi totalmente pago pelos detentos, a partir do dinheiro arrecadado do desconto de 10% do salário de todos os presos que trabalham na Capital.
Ressocialização
Roberto Faiçal é eletricista e vê satisfação em ajudar a sociedade, em um projeto que conheceu ao cumprir pena por furto de veículo. “Apesar de meus filhos não estudarem aqui eu vejo a alegria dos alunos desta e de outras escolas beneficiadas pelo programa. Me sinto realizado como eles (alunos) se sentem ao verem a escola sendo renovada”.
O programa “Pintando e Revitalizando a Educação com Liberdade” foi idealizado pelo juiz Albino Coimbra Neto e é apoiado pelo presidente do Tribunal de Justiça, Des. Divoncir Schreiner Maran, pois é uma ação que desenvolve um trabalho de ressocialização do preso, colabora com os cofres públicos do governo estadual e leva conforto e boas instalações para as escolas.









