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Campo Grande

07/11/2025 12:57

Justiça pune com mais de 69 anos trio responsável por matar dois adolescentes em Campo Grande

"O grupo tinha plena consciência do risco de atingir pessoas inocentes, mas prosseguiram com a ação", confessou um dos réus durante a investigação

O Tribunal do Júri de Campo Grande condenou três homens, Rafael Mendes de Souza, Kleverton Bibiano Apolinário da Silva e Nicollas Inácio Souza da Silva, pelo ataque armado ocorrido na noite de 3 de maio de 2024, no Bairro Aero Rancho, que terminou com a morte de dois adolescentes de 13 anos e deixou outro jovem ferido. A ação criminosa, ligada a disputa de tráfico de drogas, foi realizada de forma deliberada em via pública.

As penas somadas ultrapassam 69 anos de prisão: Nicollas foi condenado a 43 anos e 20 dias de reclusão, Kleverton a 14 anos, e Apolinário a 12 anos (11 de reclusão e 1 ano de detenção). Todos cumprem pena em regime fechado. Um quarto acusado foi absolvido pelos jurados, enquanto um quinto réu, apontado como o atirador, teve julgamento desmembrado devido à ausência de seu advogado por motivo de saúde.

Segundo a denúncia apresentada pela Promotora de Justiça Luciana Rabelo do Amaral, o ataque teve como alvo um homem com desavenças com integrantes do grupo criminoso liderado pelo mandante da execução. Na noite do crime, um dos réus levou o alvo até o local em uma motocicleta, onde disparos foram efetuados.

“O grupo tinha plena consciência do risco de atingir pessoas inocentes, mas prosseguiram com a ação”, confessou um dos réus durante a investigação.

As vítimas fatais eram adolescentes que estavam na calçada, conversando, quando foram atingidas pelos disparos. O juiz responsável pela sentença destacou que os réus “agiram com frieza e desprezo pela vida humana” e que o ataque em via pública contra vítimas inocentes “abalou a tranquilidade social”.

A decisão ainda reconheceu a reincidência de um dos envolvidos e o envolvimento dos condenados “em contexto de grupo armado e previamente organizado”, reforçando a gravidade do crime.

Com o fim do julgamento, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) reforçou a importância da responsabilização em casos de crimes dolosos contra a vida, diante do impacto devastador causado às famílias e à comunidade.

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