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quinta, 27 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Campo Grande

Lixo da 'gestão Olarte' revolta moradores de região da Capital

Denúncia

16 setembro 2015 - 18h04Por Mariana Anunciação

Com a liminar que determina o retorno da coleta do lixo espalhado pelas ruas de Campo Grande, em sua totalidade, a concessionária CG Solurb Soluções Ambientais Ltda. ainda não retomou os trabalhos. Assim, a sujeira da “gestão Olarte” revolta os moradores do bairro Santo Amaro e outras regiões da cidade. Nos locais, há mais de um mês uma “montanha de lixo" se encontra na região e a esperança é que com o retorno da coleta, o material também seja levado junto.

“A pessoa que colocou esse lixo aí se acha a dona da rua, é muita folgada. Ele tinha é que tomar vergonha na cara e limpar a lambança”, disse um vizinho, que não quis se identificar para evitar confronto e inimizade. Já o autônomo Osmer Santos Oliveira, 36 anos, se defende alegando que o lixo é da "gestão do Olarte".

“Na época do (então prefeito Gilmar) Olarte, a Prefeitura mandou nós colocarmos o lixo pra fora de casa, que eles iriam recolher. Mas passaram na rua Ministro José Linhares (paralela) e esqueceram da nossa (rua Presidente Rodrigues Alves). Os vizinhos não podem reclamar não, porque eles mesmos contribuíram para aumentar a montanha, que já está aqui há mais de um mês”. As denúncias são muitas, mas ninguém quer se dispor contra o vizinho e todos esperam que o lixo seja recolhido o quanto antes.

 

Foto: Geovanni Gomes 

Osmer contou que em breve a situação estará resolvida porque já entrou em contato com o Secretário de Governo, Paulo Pedra. Ele teria se comprometido a solucionar o problema, mas segundo Edmundo, a demora se deve às grandes demandas da cidade, como as questões da greve e alimentos vencidos dos Ceinfs (Centros de Educação Infantil).

Greve continua

Mesmo com decisão da Justiça e com multas entre R$ 30 mil e R$ 1 milhão, os funcionários da concessionária CG Solurb decidiram manter a greve, caso a empresa não pague os salários que estão atrasados. Segundo o sindicato da categoria, os funcionários estão 'sem condições psicológicas para trabalhar porque não receberam'.



Segundo o presidente do sindicato, Wilson Gomes da Costa, contestou a decisão feita pela Justiça e afirmou que todos os funcionários 'estavam na empresa prontos para trabalhar', porém, eles aguardavam que fossem depositados os salários nas contas para dar continuidade às atividades que estavam paralisadas desde o dia 8 de setembro.