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Campo Grande

Luiza alfineta vereadores e diz que Olarte 'fez farra com recursos'

26 abril 2016 - 13h04Por Dany Nascimento e Rodson Willyams

A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) rebateu as críticas que vem recebendo dos vereadores, durante as sessões da Câmara Municipal, por mudar o discurso que adotava durante a gestão de Gilmar Olarte (PROS) desde a volta de Alcides Bernal (PP). Eles apontam que a parlamentar garantia que a prefeitura possuía dinheiro em caixa e não investia nas necessidades da Capital, mas agora alega que o município enfrenta crise financeira.

Em sua defesa, Luiza rebate que Olarte "fez farra com o dinheiro público", justificando a crise de 2016. "Em 2015 tinha dinheiro sim, mas houve uma farra nos recursos e a administração do Gilmar Olarte foi irresponsável. Agora com Bernal de volta ao governo, teve que  trabalhar com dificuldade, mas veio com objetivo de equilibrar as contas. No início, ele provocou uma moratória que não conseguiu pagar os fornecedores porque tinha que pagar o salário dos servidores, que naquele momento, quando assumiu, estava parcelado".

A parlamentar critica também a rejeição dos colegas ao projeto de reajuste de 9,57% para os servidores municipais e destaca que os procuradores da Casa de Leis orientaram os vereadores de que a rejeição não daria a oportunidade para o Chefe do Executivo elaborar um novo projeto e conceder o reajuste.

"Sobrou estímulo para o não consenso.  Houve espaço para discordâncias e não para o consenso. Os procuradores da Câmara Municipal passaram o dia todo discutindo sobre o projeto e alertaram os vereadores de que, caso não aprovassem, não haveria tempo para o encaminhamento de um novo projeto e, mesmo assim, rejeitaram o projeto", explica a vereadora.

Dessa forma, Luiza destaca Bernal tenta encontrar uma saída já que, com a rejeição, tem a opção de dar um reajuste de apenas 2,87% aos servidores. "Agora é o momento de levar com tranquilidade porque é um momento difícil e ninguém quer a greve. Precisamos encontrar outro caminho, vamos ter que enfrentar essa situação porque a lei precisa ser cumprida. Agora prefeito não tem como repassar mais esse índice de 9,57% porque passou o prazo permitido pela lei eleitoral, de que quando faltar 180 dias da eleição, o prefeito  não pode passar nenhum tipo de reajuste. O prefeito pode fazer por meio de decreto, mas só é permitido 2.8% de reajuste aos professores e eu percebi que o Bernal não quer fazer isso, ele quer dar aumento que atenda toda a classe".

O vereador Eduardo Romero (Rede) ressalta que para encontrar uma saída, Bernal deve antes decidir se será ou não pré-candidato à reeleição. "Para que o Bernal possa dar esse reajuste de 2,87% ou de 9,57% precisa primeiro definir uma posição, se ele será ou não pré-candidato à reeleição. Se caso o Bernal for candidato, e como o prazo eleitoral para conceder aumento já passou, só poderá passar o índice de reajuste referente a inflação de janeiro até agora, que é 2,87%. Se ele não for candidato, a situação muda de figura e ele pode dar aumento considerando o último ano da inflação, que é de 9,57%".