A vereadora Luiza Ribeiro (PT) esteve, na madrugada desta segunda-feira (15), em frente a uma das principais garagens do Consórcio Guaicurus, na Avenida Gury Marques, região da Moreninha, em Campo Grande, para acompanhar a greve dos trabalhadores do transporte coletivo. Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar demonstrou apoio ao movimento e fez duras críticas à prefeitura pela paralisação do serviço.
Segundo Luiza, por volta das 4h35 da manhã, cerca de 200 ônibus deveriam sair da garagem para atender a população, o que não aconteceu. No vídeo, ela afirma que a greve está fortemente mobilizada e que os trabalhadores demonstraram unidade.
“A greve dos trabalhadores está muito bem mobilizada, os trabalhadores estão muito conscientes. A gente está aqui desde cedinho, não vieram os trabalhadores e não saíram os veículos”, afirmou.
A vereadora destacou que a paralisação é resultado direto do não cumprimento de obrigações trabalhistas. Para ela, a situação é insustentável e afeta diretamente as famílias dos trabalhadores.
Luiza Ribeiro também direcionou críticas à Prefeitura de Campo Grande, que está com repasses em atraso, complicando a situação financeira do Consórcio Guaicurus.
“A prefeitura, que é o poder concedente, também tem que tomar providência, porque é insustentável que uma empresa desse tamanho, desse porte, que está há tanto tempo em Campo Grande, que recebe o valor do nosso vale-transporte adiantado, não tenha condições de pagar salários dos trabalhadores”, declarou.
No vídeo, a parlamentar reforça que está no local para prestar apoio ao movimento sindical e defende que os trabalhadores não sejam penalizados em meio ao impasse entre empresas e poder público.
“Nós exigimos tanto a posição da própria empresa, que pague imediatamente os trabalhadores, porque eles não podem ser os mais prejudicados nessa guerra, e a Prefeitura também faça a sua parte, pague aquilo que deve para o consórcio”, concluiu.
A greve dos ônibus afeta milhares de usuários do transporte coletivo em Campo Grande e ocorre em meio a decisões judiciais que determinam a manutenção de parte da frota em circulação, por se tratar de um serviço essencial.
No entanto, o STTCU (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano) já avisou que caso os débitos não sejam pagos, Campo Grande irá continuar sem ônibus.







