Uma moradora do bairro Jardim Antártica, em Campo Grande, relatou nas redes sociais a falta de equipamento adequado para coleta de sangue em pacientes pediátricos na USF (Unidade de Saúde da Família) Jardim Antártica - Dr Nelson Assef Buainain.
Segundo a mãe, há cerca de um mês ela levou a filha, então com apenas um mês de vida, para realizar o exame, mas o procedimento foi feito com uma agulha de adulto, já que, conforme os funcionários, a agulha específica para bebês estava em falta.
“A mulher enfiou a agulha no braço da menina duas vezes procurando a veia. Perguntei se a agulha não era muito grande, e o homem que estava ajudando disse que a própria para bebê estava em falta. Falei então pra parar, que não ia deixar furar mais minha filha.”, relatou a mãe, indignada.
Ela contou ainda que a profissional tentou justificar o procedimento, afirmando que “era assim mesmo”. “Falei que se é um bebê tem que ter agulha específica. Peguei minha filha e saí de lá chorando de tanta raiva”, completou.
Em mensagens trocadas com a equipe da USF, a mãe questionou se houve o retorno de agulhas próprias para bebês, mas foi informada que não há diferenciação nas agulhas par coleta de sangue, devido à possibilidade de hemólise na amostra, ou seja, rompimento de glóbulos vermelhos que resultam em exames imprecisos.
A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e aguarda retorno com esclarecimentos.

Mensagens trocadas entre mãe da criança e funcionário da USF







