Thaiane Marcelino dos Santos, mãe da pequena Luiza Vitória, de 6 anos, luta com todas as forças para tirar a filha da fila de espera para que ela consiga realizar a cirurgia para a retirada de um lipoma no pé direito, que atormenta a criança há exatos seis anos, em Campo Grande. Porém, ela tem encontrado dificuldades em razão das limitações do hospital.
"Já faz seis anos que a minha filha tem esse lipoma no pé e ela está reclamando cada vez mais que está doendo com frequência. O lipoma cresce cada vez mais", disse a mãe.
O que é um lipoma? Os lipomas são nódulos benignos constituídos por gordura, que se situam habitualmente debaixo da pele. Afetam cerca de 1 em cada 100 pessoas e podem desenvolver-se em diferentes partes do corpo. Na maioria dos casos não geram sintomas, mas podem ainda assim ser removidos.
Conforme explicado pela mulher, no dia 29 de agosto, a filha tinha uma cirurgia marcada, onde foram levadas todas as coisas necessárias para acompanhar a cirurgia, os documentos, mas antes do procedimento, decidiram pedir pela ressonância magnética na menina - mesmo com ela já tendo feito.
A cirurgia, inclusive, foi um pedido feito pela APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), que indicou o Hospital Universitário para realizar o procedimento. A questão da ressonância foi feita no Hospital Regional, porém, com a ausência de ortopedista, a situação ficou destinada à primeira unidade hospitalar.
No relato feito para a reportagem, Thaiane voltou a dizer que enquanto esteve no Hospital Universitário, o médico não quis subir para olhar a filha, pedindo para que outro membro da equipe médica fosse realizar a 'vistoria'. "Ele nem quis ver o pé dela de novo". Pelo domingo (1°), a mãe demonstrou preocupação com o nível das dores que a filha apresentava, mas relatou que não aguenta mais levar ela na unidade de saúde e "todas às vezes eles mandarem ir embora com dor e eles não fazem nada".
Thaiane disse que durante a consulta no hospital, foi dado um papel para retorno só daqui a três meses. Porém, a mulher voltou a enfrentar dificuldades, pois não havia como agendar naquele momento e ela ainda foi informada que precisaria mandar mensagem no final de outubro para mostrar a ressonância.
"Ela está na fila de espera, mas ainda não chamaram ela e não tem previsão para ela poder fazer a cirurgia", desabafou.
O TopMídiaNews entrou em contato com o Hospital Universitário para entender melhor a situação e essa possível demora na cirurgia e, por meio de nota, o Humap-UFMS informou que se trata de um equívoco por parte da mãe da criança, sendo que a presença da menina na unidade hospitalar era apenas a primeira consulta.
"Em momento algum houve marcação de cirurgia", frisou o hospital na nota. Por se tratar da primeira consulta, foi solicitado a ressonância para avaliar melhor o caso de Luiza, que deve passar por nova consulta futuramente, que necessitará ser marcada pela mãe.
"Por ser uma primeira consulta, o médico solicitou a ressonância, um exame complementar, para melhor avaliação do caso da paciente, que passará por uma nova consulta (que deve ser agendada pela responsável) para que os exames sejam apresentados e avaliados e, se for confirmada a necessidade de cirurgia, será programada", finalizou a nota.







