Mesmo após serem condenados a 12 anos de prisão, Thiago Giovanni Demarco Sena, 26 anos, e Wilian Enrique Larrea, 36 anos, acusados de matarem o jovem Wesner Moreira da Silva, 17 anos, em fevereiro de 2017, vão responder a sentença em liberdade.
O julgamento teve início na manhã de hoje (30) e encerrou-se no período da noite, onde foi proferida a sentença dos acusados.
Como ainda cabe recurso, a defesa apelou para que os réus respondessem em liberdade, pelo menos até cessarem todas as possibilidades.
O julgamento, na 1ª Vara do Tribunal do Júri, começou às 8h, sob a condução do juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida.
Segundo o Ministério Público Estadual, Thiago, que é aviador e era o dono do lava a jato, na avenida Interlagos, assumiram o risco de matar o garoto, ao segurá-lo e ativar um compressor de ar no ânus dele.
Os dois réus negaram que tinham intenção de matar Silva e que seria apenas uma ‘’brincadeira’’.
Se passaram seis anos após o crime e, durante todo esse tempo, a família de Wesner fez diversos apelos, pedindo punição severa aos dois.
A mãe da vítima, Marisilva Moreira, conversou com o TopMídiaNews em algumas ocasiões e disse que esperava justiça para o caso.
Crime
Wesner era funcionário de um lava a jato, de propriedade de Thiago Sena, na Avenida Interlagos, na Capital. No local, também trabalhava Willian Enrique Larrea, o outro réu no processo.
Segundo o próprio Wesner disse à polícia, quando estava internado, no dia do crime, Willian pegou um pedaço de pano usado para secar os veículos e começou a bater nele. A vítima pediu para parar com os ataques, mas Larrea prosseguiu.
Wesner então correu, mas foi perseguido e segurado pelas duas pernas, por Thiago. Willian então introduziu a mangueira do compressor no ânus do adolescente, que passou mal, tamanha a pressão do ar.
O menor foi socorrido e, por último foi internado na Santa Casa. Ele ficou sete dias em tratamento, mas não resistiu aos intensos ferimentos no intestino, em 14 de fevereiro.







