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Campo Grande

06/12/2022 17:17

Mesmo em dia de jogo da seleção brasileira, a vida não para e os transplantes continuam

Conheça a trajetória dos órgãos para que pacientes ganhem nova chance de viver 

Apesar de toda a alegria que envolve os torcedores país afora nesta época do ano, entre os pacientes que estão na fila e espera por um órgão ou tecido, o clima é diferente e envolve uma espera que, muitas vezes, parece não ter fim. Felizmente, para algumas dessas histórias o final chega e é feliz, porque proporciona a chance de "renascer" e aproveitar uma segunda chance dada pela empatia de outras famílias, mesmo que em momento de perda e dor. 

Nessa segunda-feira (5), dois campos foram ocupados: um no Catar, pela seleção de futebol do Brasil, e outro no centro cirúrgico da Santa Casa de Campo Grande, para mais uma doação de 2022. Cinco pacientes tiveram nova chance de vida após a captação.

A corrida contra o tempo dentro do campo cirúrgico é crucial, levando em consideração o período que os órgãos podem ficar “fora do corpo” e tudo começa com o diagnóstico de morte encefálica, quando o cérebro deixa de funcionar. 

Depois, vem a parte essencial para que o processo se inicie: a conversa com a família, porque são eles que autorizam ou não a doação. Essa ação é conduzida pela OPO (Organização de Procura de Órgãos) do hospital, que nesta oportunidade intermediou a captação de órgãos e tecidos de um jovem de 24 anos que sofreu um grave AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Todo o sincronismo e interação entre as equipes envolvidas neste importante processo altruísta refletiu no resultado esperado, desde a extração até o implante dos órgãos em tempo nos pacientes. 

O procedimento foi realizado ao mesmo tempo em que o Brasil disputava às quartas de finais da copa do mundo, mas neste jogo a caminho da vida o placar foi de cinco na Santa Casa, pois foram doados: coração, rins e córneas a pacientes que aguardavam ansiosos por esta conquista, que terão a chance de iniciar novos ciclos em Brasília, São Paulo e Campo Grande.

O clima estava diferente durante a cirurgia, a energia era contagiante e tudo só foi possível graças a autorização da família do doador que deu à largada. Muitos desafios envolvem o processo de doação de órgãos em todo o Brasil e diante da possibilidade de doação, é necessário que não ocorra nenhuma falha neste momento. 

O primeiro a sair foi o coração, captado e levado pela equipe para substituir outro em Brasília e contou com o apoio da FAB (Força Aérea Brasileira), já os rins foram retirados pelo Serviço de Urologia da Santa Casa e encaminhados via vooa comercial para São Paulo, por fim, as córneas foram retiradas pelos profissionais do Banco de Olhos Anjos da Visão.

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