Um amontoado de pneus que parece instalação artística em forma de protesto contra o mosquito Aedes aegypti é avistado facilmente por quem passa pela Avenida George Chaia, em Campo Grande. Calibrando a vista entre as árvores que permeiam as margens da via é possível, inclusive, observar que há quem viva ali em uma improvisada organização domiciliar.
O combo inusitado de irregularidades na região da Vila Piratininga chama atenção para problemas ambientais e sociais da Capital. Mesmo que existam leis que responsabilizem as negligências, o cenário é como um descarte de coisa e de gente.

A pilha de borracha em forma de pneus usados pode se transformar em um centro de proliferação dos mosquitos que transmitem dengue, o vírus zika e a chikungunya, entre outras doenças que ganham força no verão chuvoso. Além disso, outros animais peçonhentos e acúmulo de outros tipos de lixo tendem a surgir.
Atrás da ‘montanha’, foram montados barracos com lonas, pedaços de madeira e outros entulhos. Há até mesmo cercado feito de molas de colchão, decoração natalina e um fio que de uma das cabanas se conecta ao poste público de energia elétrica. 
A reportagem não encontrou quem possam ser os responsáveis pelo descarte irregular e pela moradia. A prefeitura municipal foi questionada sobre as situações, mas não encaminhou resposta até a publicação da matéria.
Denúncias
Para comunicar quaisquer irregularidades do tipo à Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana) o cidadão pode ligar no telefone 156 e explicar a ocorrência, o local e repassar detalhes da denúncia. A agilidade facilita que agentes fiscais se encaminhem até o local e realizem autuação em flagrante.








