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Campo Grande

há 1 mês

Moradores denunciam abandono de dezenas de cães em residência no Aero Rancho (vídeo)

Animais passam dias sem comer, em constante estresse e brigas

 

Moradores do bairro Aero Rancho, em Campo Grande, denunciaram uma situação de abandono e insalubridade envolvendo dezenas de cães em uma residência da região. A reclamação aponta que os animais ficaram no local após a moradora, uma mulher de 69 anos, ser retirada do imóvel por determinação judicial para passar a viver com a filha.

Segundo vizinhos, a idosa recolhia cães da rua e era conhecida por acumular animais, chegando a manter cerca de 50 no local. Após sua saída da residência, aproximadamente 25 a 30 cães permaneceram abandonados, muitos deles presos dentro da casa, em condições consideradas inadequadas.

Os moradores relatam forte mau cheiro, grande quantidade de moscas e barulho constante dos animais, o que tem causado transtornos à vizinhança. Gláucia Carvalho, vizinha que vive ao lado do imóvel, afirmou que não consegue dormir devido aos latidos e à situação insalubre. “É muita mosca, muito cheiro ruim. Já morreram cães e gatos aqui”, relatou.

Conforme os relatos, os cães estão confinados em ambiente fechado, com pouca ventilação e sob altas temperaturas, o que agrava ainda mais a situação. A vizinhança afirma que a Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal tem ido ao local a cada três ou quatro dias para realizar limpeza e fornecer ração, mas considera a ação apenas paliativa.

A moradora informou ainda que já levou a denúncia ao Ministério Público e à Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista), porém afirma que, até o momento, nenhuma medida definitiva foi adotada. 

"Não posso cozinhar que 'chove' de mosca em casa. É a noite inteira os cachorros brigando, e com fome né, porque não são alimentados todos os dias".

A reportagem do TopMídiaNews já acompanhava o caso desde a semana passada. Outros vizinhos que não quiseram se identificar disseram que sentem pela vida dos animais. "Dá dó de ver eles se matando durante as brigas, morrendo de fome, sede, vivendo em meio à sujeira. Os moradores aqui em volta tentam ajudar jogando ração pelo portão e pelos muros, mas não está mais dando conta", relatou uma vizinha.

Em nota, a prefeitura de Campo Grande detalhou que o local trata-se de um abrigo de uma protetora independente, o qual passou por intervenção judicial para que a prefeitura pudesse assumir a tutela dos animais e adotar as medidas necessárias.

Segundo o posicionamento, todos os animais passaram por avaliações clínicas, exames para diagnóstico de leishmaniose, vacinação antirrábica, vacinação polivalente e vermifugação, com o objetivo de atender às condições mínimas para que sejam disponibilizados para adoção responsável.

A nota esclarece ainda que a manutenção do local está sendo realizada por servidores da prefeitura, que promovem a limpeza e alimentação dos animais conforme uma escala definida. As ações estariam sendo registradas por meio de relatórios técnicos e fotográficos, encaminhados à Procuradoria-Geral do Município e ao Poder Judiciário.

Também foi ressaltado que não há cadáveres de animais no imóvel. De acordo com a nota, todos os cômodos foram lavados e organizados para a separação dos cães. Os sacos de lixo encontrados no local conteriam apenas dejetos dos animais, que aguardam recolhimento pelo serviço público de coleta.

No momento inicial da intervenção, o imóvel contava com aproximadamente 50 animais entre cães e gatos. Atualmente, permanecem cerca de 25 cães adultos disponíveis para adoção responsável. Interessados devem entrar em contato com a Subea para mais informações.

Por fim, a nota orienta que denúncias de maus-tratos sejam formalizadas junto à Decat.

 
 

 

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