Moradores do Jardim América, em Campo Grande, enfrentam uma situação de descaso e insegurança devido à grande quantidade de fios soltos, cortados e emaranhados que se acumulam no alto dos postes de energia em frente ao Santuário São Judas Tadeu, na Rua Fernando Augusto Correa da Costa. A situação, além de perigosa, causa poluição visual e revolta entre os moradores da região.
Segundo uma moradora que fez a denúncia, ao entrar em contato com a Energisa, foi informada de que o emaranhado de cabos não pertence à concessionária de energia elétrica, mas sim a empresas de telefonia. No entanto, tentar resolver o problema tem sido um verdadeiro jogo de empurra-empurra.
“Liguei na Prefeitura pelo número 156 e me informaram que seria responsabilidade da Anatel. Quando entrei em contato com a Anatel, disseram que não havia o que fazer, pois a empresa que instalou os fios faliu. É como se fosse um caso sem solução”, contou a moradora, indignada.
Além da frustração com a falta de respostas, os moradores temem por acidentes. Os fios pendurados e caídos em vias públicas podem representar riscos de choques, tropeços e ainda atrapalhar o tráfego de pedestres e veículos. “Está um perigo lá, sem falar que fica horrível visualmente. Parece que o bairro está abandonado”, desabafa a moradora.
Reportagem tentou contato com a prefeitura para dar um parecer sobre a situação, mas até a publicação da matéria não teve retorno. Já a Energisa se manifestou por meio de nota.
O que diz a Energisa:
"A Energisa cumpre o disposto na regulação conjunta da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), que determina a obrigatoriedade de toda distribuidora de energia de compartilhar a infraestrutura dos postes com as empresas de telecomunicações. À Energisa cabe a disponibilização dos postes e fiscalização. Por outro lado, as empresas de telefonia, internet e TV a cabo, que utilizam as estruturas, são responsáveis pela instalação correta e dentro dos padrões e pela manutenção de suas próprias redes (cabeamento).
Além da ocupação regular dos postes, pelas empresas que possuem o contrato de compartilhamento com a Energisa, há a ocupação clandestina, sem autorização e cumprimento dos padrões técnicos e de segurança. Esta é uma realidade que tem sido combatida fortemente pela concessionária. A Energisa tem intensificado a remoção dessas irregularidades, identificadas por meio de fiscalização e/ou denúncias da própria população.
No que se refere às empresas regulares, a Energisa as notifica quando identifica situações fora do padrão (sob pena de remoção dos cabos inadequados, nos casos de risco à segurança) e mantém o diálogo constante, de modo a avançar no ordenamento da fiação em todo estado. O desafio, neste caso, está no compromisso dos provedores de telecomunicações de realizar a ampliação de cabeamento com autorização e conhecimento da concessionária, além de reforçar a manutenção de suas redes".







