Moradores e motoristas que passam diariamente pela região da Avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande, denunciam a prática frequente e perigosa de motoristas que acessam a contramão no desvio montado para as obras de controle de inundação no Rio Anhanduí. O trecho da avenida está interditado desde setembro de 2024, entre as ruas Ouro Verde e Ceres, e segue sem previsão de liberação.
Uma motorista, que preferiu não se identificar, filmou a situação e cobrou fiscalização por parte da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito). No vídeo, ela mostra o momento em que diversos motoristas utilizam de forma irregular uma rua de mão dupla estreita, transformando-a, na prática, em via de mão única, o que tem dificultado a passagem de veículos e gerado riscos.
"Os agentes da Agetran que ficam na rua deveriam fazer vistoria. Isso pode causar acidentes. Passo todo dia por ali e sempre a mesma coisa. Entram na contramão e não se importam, mesmo que venha um carro na direção contrária. Isso tem que ser averiguado", reclamou.
No mesmo vídeo, ela relata que um caminhão tentou entrar na rua, mas foi impedido por carros que seguiam pela contramão de forma irregular. "Tinha um caminhão vindo e mesmo assim eles continuaram errado. Cadê a Agetran, cadê o pessoal para vistoriar isso? Por isso causa os acidentes", disse.
O desvio foi criado como alternativa ao bloqueio da Avenida Ernesto Geisel, necessário para execução da obra de controle de enchentes e contenção de erosões ao longo do Rio Anhanduí. Sem fiscalização, no entanto, o desvio passou a ser usado de forma indevida, o que preocupa quem trafega pela região.
Em resposta ao caso, a Agetran informa que irá encaminhar uma equipe para fiscalização no local.
"A Agência Municipal de Transporte e Trânsito informa que, em casos como este, os cidadãos podem acionar diretamente o telefone 156, permitindo o envio imediato de uma equipe de fiscalização ao local. Além disso, o aplicativo FALA CG é um canal direto do cidadão com a Prefeitura, possibilitando o envio de imagens e encaminhamento da demanda ao setor responsável", informa.







