O Ministério Público de Mato Grosso do Sul arquivou o inquérito que investigava E.L.G., suspeita de envolvimento no roubo de uma caminhonete Toyota Hilux em Campo Grande, em setembro de 2024. O caso ganhou repercussão à época por ter começado com o chamado golpe “boa noite, Cinderela” e terminado em confronto com a morte de Carlos Buchere na fronteira com o Paraguai.
De acordo com a decisão assinada pelo promotor Arthur Dias Júnior, da 61ª Promotoria de Justiça da Capital, não foram encontrados indícios suficientes de autoria ou provas da materialidade que justificassem uma ação penal contra a investigada.
O crime ocorreu na madrugada de 9 de setembro de 2024, quando o dono da caminhonete teria sido dopado por uma mulher e teve o veículo levado. Horas depois, equipes do Batalhão de Choque localizaram a Hilux na MS-164, região do distrito de Itamarati, em Ponta Porã, já próximo à linha internacional com o Paraguai.
No comando da caminhonete estava Carlos Buchere, de 36 anos, que segundo a polícia cumpria prisão domiciliar em Campo Grande. Ao ser abordado, ele teria descido armado e apontado um revólver contra os policiais, sendo baleado em seguido. Ele chegou a ser socorrido ainda com vida, mas morreu ao dar entrada no hospital de Ponta Porã.
A caminhonete foi recuperada e devolvida ao proprietário após os procedimentos de perícia. À época, a Polícia Civil também investigava a possível participação de receptadores do lado paraguaio, já que o veículo estaria sendo levado para Pedro Juan Caballero.







