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Campo Grande

MP investiga hospitais por 'segurarem' macas, atrapalhando serviço do Samu

Sem as macas, socorristas não conseguem trabalhar; hospitais dizem que problema é decorrente do envio de pacientes além da capacidade de atendimento

27 junho 2022 - 07h00Por Nathalia Pelzl

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP-MS) abriu investigação sobre as possíveis irregularidades na retenção de macas do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) na Santa Casa de Campo Grande. 

A prática é proibida por lei municipal. Além disso, a retenção causa transtorno no atendimento à população e ainda pode resultar em mortes. O problema já é antigo em Campo Grande. 

Segundo a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), o município conta com 16 viaturas do Samu, sendo que, agora, duas estão em manutenção preventiva e, portanto, 14 encontram-se operacionais, ou seja, em atendimento. Cada veículo possuí uma maca e o serviço recorre aos equipamentos das viaturas em manutenção caso seja necessário.

"É importante ressaltar que esse tipo de prática (retenção de macas) impacta diretamente na operacionalização da viatura e inviabiliza que outros atendimentos sejam realizados", destacou a Sesau. 

Procurada, a Santa Casa reclamou que a quantidade de pacientes que chegam ao pronto-socorro é maior que a capacidade física do hospital. Isso significa que o problema estaria na regulação (envio de pacientes) realizada pela Sesau.  

"Mesmo com a instituição informando a superlotação do pronto-socorro aos órgãos de regulação responsáveis (município), os pacientes continuam chegando. Então, sem leitos disponíveis suficientes para atender a demanda, eles precisam aguardar atendimento na maca. Ou seja, o problema não é retenção de macas, e sim a quantidade de pacientes em atendimento no pronto-socorro ao mesmo tempo", pontuou o hospital. 

Além disso, eles destacam que a não liberação das macas não depende apenas do hospital.

"Vale ressaltar que a Santa Casa sempre foi responsável com a liberação das macas, por entender a importância da utilização pelas Unidades de Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e pelo Corpo Bombeiros, porém, a não liberação não depende do hospital, mas sim da possibilidade numérica de pacientes em atendimento. Por último, o número de macas utilizadas é bem dinâmico e difícil de mensurar, já que elas são liberadas conforme os pacientes são realocados para os leitos hospitalares".