O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) instaurou um procedimento para acompanhar de perto a situação financeira do Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA), em Campo Grande, e garantir a continuidade do atendimento a pacientes oncológicos do SUS.
Segundo a 76ª Promotoria de Justiça, o hospital enfrenta um déficit mensal de cerca de R$ 780 mil, além de atrasos em repasses, falta de pagamento por procedimentos realizados acima do teto contratado e dificuldades para manter cirurgias, quimioterapias, radioterapias, exames e leitos.
A situação preocupa, já que o Alfredo Abrão atende aproximadamente 70% dos pacientes com câncer em Mato Grosso do Sul.
Em respostas ao MPMS, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou repasses mensais de cerca de R$ 1,7 milhão. Já a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) reconheceu a produção excedente e afirmou que o pedido de aumento do teto MAC está no Ministério da Saúde desde 2023. O Ministério da Saúde confirmou que o pedido ainda está em análise e que houve apenas um repasse pontual recente.
Diante do cenário, o MPMS notificou oficialmente o Estado, o Município, a União e a direção do hospital, cobrando informações e soluções para recompor os recursos e evitar a interrupção dos tratamentos.







