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Campo Grande

20/12/2025 07:00

Mulher com câncer fica sem medicamento vital em Campo Grande

Luzeni Alves do Santos, de 61 anos, depende de tratamento quimioterápico que não é fornecido há mais de uma semana no Hospital do Câncer de Campo Grande

Pacientes do Hospital do Câncer de Campo Grande enfrentam a falta de medicamentos essenciais para o tratamento de câncer. Luzeni Alves do Santos, 61 anos, alega que não consegue receber há mais de 40 dias a medicação necessária para o combate às células cancerígenas, devido à ausência de repasses da prefeitura. O hospital, por sua vez, alega que o atraso foi somente de 8 dias e que os repasses estão normais.

A denúncia inicial é do esposo de Luzeni. Segundo ele, a paciente faz uso contínuo do medicamento há três anos, em um tratamento previsto para cinco anos. Cada caixa custa cerca de R$ 1.800, valor impossível de ser pago pela família, e a farmácia do hospital está sem estoque.

A administração do hospital teria informado à família que o problema estaria relacionado a atrasos nos repasses financeiros da prefeitura e de vereadores que costumam auxiliar na aquisição dos remédios, sendo que não havia previsão de quando o medicamento seria disponibilizado novamente.

Familiares afirmam que Luzeni precisa ir semanalmente ao hospital em busca do medicamento, mas encontra apenas prateleiras vazias. “É uma vergonha. A gente não sabe aonde vamos parar desse jeito”, desabafou o esposo da paciente, pedindo que o caso seja divulgado para pressionar os responsáveis.

Em nota ao TopMídiaNews, a instituição alegou que os repasses estão sim em dia e que o problema "pontual" deve ser regularizado após o recesso de Natal.

Veja:

O Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA) esclarece, em relação ao questionamento sobre a medicação da paciente Luzeny Alves dos Santos, que o medicamento em uso é o Anastrozol, classificado como hormonioterapia.

O Anastrozol é indicado para o tratamento e manutenção de pacientes que já concluíram as fases principais do tratamento oncológico, especialmente em casos de câncer hormônio-dependente, atuando na redução da produção de estrogênio e contribuindo para a prevenção de recidivas da doença.

De acordo com os registros do HCAA, a paciente realizou a última retirada da medicação em 12 de novembro, sendo o fornecimento realizado para um período de 30 dias. Assim, a data prevista para a próxima retirada seria 12 de dezembro. Portanto, um atraso de 8 dias, e não 40 dias conforme informado.

O Hospital informa que não mantém estoque permanente desse medicamento, uma vez que a aquisição é realizada de forma mensal, conforme a demanda dos pacientes. Neste período, houve atraso na entrega o que impactou temporariamente a disponibilidade da medicação. A previsão é que a entrega seja  normalizada após o recesso do Natal. 

Informamos que parte do medicamento já chegou e hospital já iniciou as ligações para a retirada, conforme a ordem da listagem, para os pacientes. 

Ratificando que não há atraso de repasse da Prefeitura de Campo Grande-MS e nem do Governo do MS. 

O Hospital de Câncer Alfredo Abrão reafirma seu compromisso com a transparência, a continuidade do cuidado e a assistência responsável aos pacientes.

* Matéria editada às 10h45 para adição do posicionamento do hospital

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