A família de uma paciente de 56 anos denunciou a superlotação na rede pública de saúde e a demora para a liberação de vagas hospitalares, após a mulher ser diagnosticada com pancreatite aguda, condição considerada grave e com risco de morte.
Segundo o relato do filho, a paciente, identificada como Valdete dos Santos, começou a apresentar fortes dores abdominais, náuseas e vômitos, sintomas característicos da pancreatite aguda. A doença ocorre quando, entre outras causas, uma pedra da vesícula se desloca e atinge o pâncreas, podendo levar a complicações severas.
A família afirma que Valdete permaneceu cerca de quatro a cinco dias em uma unidade de saúde aguardando vaga para internação hospitalar, sem sucesso. Diante da demora, foi necessário recorrer à Defensoria Pública para que a transferência fosse viabilizada. A vaga no Hospital Regional só foi liberada durante a madrugada.
Ainda conforme o relato, a situação de espera não foi exclusiva. No mesmo local, outras pessoas também aguardavam atendimento, incluindo um idoso com suspeita de AVC que estaria há mais de dez dias esperando vaga, além de outro paciente com problemas cardíacos e respiratórios que, segundo a família, aguardava internação desde o fim de dezembro.
Após a transferência para o Hospital Regional, a família relata que a unidade também enfrenta superlotação. De acordo com o filho, não há macas suficientes, e pacientes permanecem sentados em cadeiras ou improvisados em equipamentos utilizados pelo Samu. Ele afirma que há pessoas acomodadas em corredores, sem estrutura adequada para a gravidade dos quadros clínicos.
Valdete havia descoberto problemas na vesícula cerca de dois meses antes e aguardava cirurgia eletiva. Durante esse período, apresentou crises recorrentes, controladas apenas com medicação. Na crise mais recente, os sintomas se intensificaram e exames apontaram alteração significativa nos níveis laboratoriais, o que motivou o pedido de internação imediata.
Até o momento do relato, a paciente seguia no Hospital Regional, ainda em processo de triagem e aguardando encaminhamentos, enquanto a família acompanha a situação e relata preocupação com a falta de estrutura diante da gravidade do quadro. O espaço segue aberto para manifestação dos órgãos responsáveis.







