Aos 54 anos, a técnica em enfermagem e cuidadora social Aurineide de Oliveira Chaves enfrenta uma nova batalha após sobreviver a dois tipos de câncer. Moradora de Campo Grande, ela aguarda há meses na fila do SUS (Sistema Único de Saúde) pela cirurgia de reconstrução mamária, procedimento essencial para sua recuperação física e emocional após uma mastectomia total realizada em fevereiro de 2025.
Aurineide, conhecida como Neide Chaves, vive sozinha e está afastada do trabalho desde novembro de 2022, quando foi diagnosticada com COVID-19. Em um curto período, enfrentou três episódios da doença, conseguindo se recuperar. No entanto, poucos meses depois, em janeiro de 2023, veio um novo e duro golpe: o diagnóstico de câncer de tireoide.
Em abril do mesmo ano, Neide passou por uma tireoidectomia total e, desde então, segue em acompanhamento médico contínuo, com uso diário de medicação. Quando acreditava ter superado os maiores desafios de saúde, em janeiro de 2025 recebeu mais um diagnóstico devastador: câncer de mama.
A cirurgia foi realizada em fevereiro, com a retirada total da mama esquerda e esvaziamento da axila. Como sequelas, Neide perdeu parte da força do braço esquerdo e desenvolveu neuropatia nos braços e nas mãos, o que compromete ainda mais sua qualidade de vida e sua capacidade de trabalho.
Embora já tenha sido liberada pelos médicos para a reconstrução mamária, o procedimento está paralisado no SUS. Somente no hospital onde realiza o tratamento, mais de 100 mulheres aguardam na fila. Sem previsão para a cirurgia, Neide viu sua autoestima ser profundamente abalada.
“Atualmente, recebo apenas um salário mínimo pelo INSS, que mal cobre as despesas básicas e os medicamentos que preciso comprar”, relata. O custo da cirurgia particular, incluindo prótese e equipe médica, gira em torno de R$ 35 mil, valor totalmente fora de sua realidade financeira.
Diante disso, Neide decidiu tornar pública sua história e pedir ajuda. O objetivo é arrecadar recursos por meio de uma vaquinha solidária para conseguir realizar a cirurgia e retomar a própria identidade. “Meu sonho é voltar a ter minha mama e me sentir inteira novamente”, afirma.
A técnica em enfermagem pede apoio financeiro, compartilhamento da história e, se possível, a ajuda de profissionais da área da cirurgia plástica que possam colaborar com o procedimento. “Hoje, graças a Deus, estou viva. Só peço uma chance de seguir em frente com dignidade”, conclui.
Entramos em contato com as Autoridades em saúde, para apurar a realização do precedimento e não tivemos resposta até o fechamento. No entanto, Neide continua na luta para realizar a cirurgia e está organizando uma vaquinha, que pode ser contribuído através da Chave-pix (67) 99236-9550.







