Mortes, feridos e acidentes graves fizeram de 2025 um ano marcado por alertas no trânsito de Campo Grande. Ao longo dos meses, diversos pontos da cidade se repetiram nas manchetes policiais e de trânsito, tornando-se símbolos de falta de sinalização, excesso de velocidade e infraestrutura precária. Alguns cruzamentos terminaram, inclusive, em tragédia.
Um dos locais que mais chamou atenção foi a Avenida Gunter Hans, onde está o canteiro da obra inacabada do Corredor Sudoeste, projeto de mobilidade urbana que deveria ligar o Terminal Aero Rancho ao Centro pela Avenida Marechal Deodoro. Iniciada em 2021, a obra segue abandonada e sem sinalização adequada, fator apontado como determinante para diversos acidentes.
O trecho ganhou repercussão após a morte do jovem Angelo Antônio Alvarenga Peres e Daniel Moreti Nogueira. Uma semana depois, outro acidente foi registrado no mesmo ponto. Diante da repercussão, a prefeita declarou que todas as obras de corredores iniciadas na Capital seriam concluídas. A fala ocorreu durante evento da Assomasul.
Outro cruzamento considerado crítico é o da Avenida Brilhante com a Rua Salim Maluf. O local foi alvo de alerta público feito pelo delegado Sam Suzumurra, após ele presenciar uma sequência de acidentes graves no início de dezembro. Entre os casos mais chocantes está o atropelamento de um idoso, atingido por uma motocicleta, que sofreu ferimentos severos e chegou a perder parte da língua devido ao impacto.
No bairro Tijuca, o cruzamento da Rua Souto Maior com a Rua Alfredo Lisboa também entrou para a lista de pontos perigosos. No local, a professora Marieli Ferraz Palacios foi vítima de um acidente de extrema gravidade, ficando presa embaixo de um carro. Ela foi resgatada em estado gravíssimo pelo Corpo de Bombeiros, em uma ocorrência que comoveu moradores da região.
Já no Jardim São Conrado, moradores denunciam que a Rua General Alberto Carlos Mendonça Lima é palco frequente de acidentes. No trecho, um motociclista morreu na madrugada do dia 4 de novembro após perder o controle da moto e cair violentamente. Segundo relatos, o local é conhecido pelo excesso de velocidade, onde motociclistas acabam "rampando" o quebra-molas existente na via, provocando quedas e atropelamentos nos dois sentidos da rua.
Em comum, todos esses pontos revelam um cenário preocupante: infraestrutura falha, sinalização insuficiente e imprudência no trânsito.







