sábado, 24 de janeiro de 2026

Busca

sábado, 24 de janeiro de 2026

Link WhatsApp

Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Top Mídia News
Campo Grande

18/11/2022 07:50

'Ou abre, ou fecha de uma vez', dizem caminhoneiros em novo bloqueio na fronteira com a Bolívia

Cerca de 150 caminhoneiros decidiram bloquear a fronteira do lado brasileiro

Caminhoneiros brasileiros iniciaram uma mobilização na tarde de ontem (17), na fronteira de Corumbá com a Bolívia. Movimentos cívicos do país vizinho fecharam o lado boliviano da fronteira no dia 22 de outubro para forçar o governo a realizar o Censo Demográfico em 2023. 

O Paro Cívico, como é chamado, ocorre em todo o departamento de Santa Cruz de la Sierra, onde existem outros pontos de bloqueio. Porém, o governo de Luis Arce já ratificou o Censo em 2024 e o impasse continua. 

Conforme o Diário Corumbaense, no lado brasileiro, centenas de caminhões e carretas carregados de cargas de exportação estão parados no porto seco da Alfândega e ao longo da rodovia Ramão Gomes, amargando prejuízos. Nesta quinta-feira, os líderes do Paro, abriram a linha internacional, por algumas horas, para a passagem de caminhões de cargas. Ainda pela manhã, o tráfego foi bloqueado novamente. 

À tarde, cerca de 150 caminhoneiros decidiram bloquear a fronteira do lado brasileiro, usando pneus. "Ou abre de uma vez, ou fecha de uma vez, não tem meio termo", disse Deriwelton das Graças, se referindo ao "abre e fecha" do tráfego por algumas horas. Do outro lado, um manifestante boliviano diz "melhor fechar tudo mesmo". 

Deriwelton, que é um dos representantes dos caminhoneiros disse em entrevista à reportagem deste Diário, que a categoria entende e apoia a paralisação do lado boliviano, mas é preciso uma posição definitiva dos Comitês Cívicos.  

Alguns carros são autorizados a passar pelo bloqueio, ambulâncias com pacientes também cruzam a fronteira. Quase ao lado da linha internacional, há uma entrada que dá acesso às estradas vicinais, conhecidas como “cabriteiras”, que foi bloqueada. 

“Aqui na entrada das estradas vicinais, pessoas que moram nos assentamentos passam normalmente,  caminhões e carros não passam por essa estrada e nem pela ponte”, falou Deriwelton, que também está com caminhão parado na Agesa há 27 dias. 

“Na Agesa deve ter uns 200 caminhões parados, tenho um carregado com piso e tenho que atravessar para o lado boliviano. Só hoje, a minha estadia na Agesa chega a R$ 9 mil, imagina quem tem mais caminhões?!”, questionou.

O Paro Cívico

Na região de fronteira com Corumbá, essa é a maior mobilização realizada nos últimos cinco anos no lado boliviano. O último tinha sido em 2019, quando a Bolívia protagonizou os 21 dias de greve geral, que ficaram conhecidos como “21 dias de Paro”, terminando com a queda do então presidente Evo Morales.

Desta vez, o presidente Luis Arce, ratificou que o Censo Demográfico de População e Habitação será realizado em 23 de março de 2024 e também anunciou que a redistribuição de recursos para os estados bolivianos ocorrerá em setembro do mesmo ano. 

O que Arce não mencionou é quando ocorrerá a redistribuição de “cadeiras” na Assembleia Legislativa Plurinacional, nem a reconfiguração de círculos eleitorais na Bolívia.

Os movimentos cívicos resistem e continuam com os bloqueios.

Siga o TopMídiaNews no , e e fique por dentro do que acontece em Mato Grosso do Sul.
Loading

Carregando Comentários...

Veja também

Ver Mais notícias