A doméstica Roseralda Aparecida Luiz, de 51 anos, está internada há quase um mês na Santa Casa de Campo Grande aguardando uma cirurgia no tornozelo, sem previsão para a realização do procedimento. A denúncia foi feita pela filha, Aline Borges, que afirma que a situação da mãe se tornou crítica diante da demora e da falta de informações.
Segundo Aline, Roseralda deu entrada no hospital com fratura no tornozelo, sem fratura exposta, em um caso que, segundo a família, seria considerado de menor complexidade. Mesmo assim, após semanas de internação, a paciente ainda não foi operada e nem sequer teria sido avaliada por um médico especialista em ortopedia.
Durante todo o período, o atendimento teria ficado restrito à equipe de enfermagem. Com a greve dos profissionais, a situação teria piorado, inclusive com a redução do direito a acompanhantes, aumentando a angústia da paciente durante a internação prolongada.
Aline relata que a mãe vem sendo colocada repetidas vezes em jejum, criando a expectativa de que a cirurgia seja realizada. Na noite de quarta-feira (24), Roseralda foi orientada a ficar sem água e alimento a partir das 22 horas. Na manhã seguinte, por volta das 10 horas, a família foi informada de que não havia previsão de cirurgia para o dia.
“Eles colocam o paciente em jejum, criam uma esperança e, no fim do dia, dizem que não vai acontecer. É um desgaste físico e emocional enorme. Ela fica aflita, esperando uma cirurgia que nunca chega”, afirmou a filha.
Natural de Aquidauana, Roseralda mora atualmente em Campo Grande e trabalha como doméstica com registro em carteira. A família teme que a longa espera agrave o quadro de saúde e cause prejuízos irreversíveis à recuperação da paciente.
Aline afirma que decidiu procurar a imprensa por não saber mais a quem recorrer e diz estar à disposição para prestar mais informações. “A situação da Santa Casa já está em um estágio crítico. Não é só a minha mãe, são muitos pacientes passando por isso”, concluiu.







