Carlos Ferreira de Silva, de 61 anos, está internado na Santa Casa de Campo Grande há nove dias e enfrenta risco de amputação no pé direito devido à demora para realizar um procedimento de raspagem necessário para tratar complicações da neuropatia diabética. Familiares relatam que, apesar das várias tentativas de conseguir atendimento, o paciente segue sem avaliação médica adequada.
Segundo a filha do paciente, o problema começou quando ele se machucou ao pisar em um objeto, agravando a ferida em um pé já sensível por neuropatia diabética. Desde então, a família tenta a transferência para outro hospital, mas esbarra na burocracia. “O SAC informou que apenas o médico pode emitir a guia, mas o médico não libera, alegando que a responsabilidade é da assistente social. A assistente social, por sua vez, disse que é com o SAC. Estamos há oito [até ontem] dias em um impasse e meu pai segue sem acompanhamento adequado”, relatou a filha.
Ela ainda denunciou que, apesar de abrir três reclamações junto ao SAC da Santa Casa, o prazo de resposta expirou sem retorno. “Hoje, abrimos uma nova reclamação alegando omissão de socorro. A prescrição médica acabou e, na prática, ele só recebeu remédio para dor. O antibiótico foi suspenso sem sequer avaliar se a ferida estava melhorando ou piorando”, acrescentou.
Além do risco de agravamento do quadro de saúde do paciente, a família afirma que a falta de acompanhamento diário nos curativos já colocou o idoso em situação crítica. “Ele ficou três dias com o curativo sujo de sangue, e a equipe alegava que só poderia ser trocado quando fosse para o centro cirúrgico”, explicou a filha.
Entramos em contato com a Santa Casa, que informou que irá apurar. "Vamos apurar e respondemos assim que possível"Afirmou em nota.







