Geyciane Portilho da Silva, de 30 anos, deu entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Moreninha, em Campo Grande, no domingo (25), com fortes dores abdominais. Após exames indicarem suspeita de apendicite, ela foi transferida para o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, onde chegou na noite de segunda-feira (26), recebeu indicação de cirurgia, mas teve o procedimento descartado após troca de plantão médico.
Na manhã desta terça-feira (27), Geyciane ainda aguardava a realização de um exame de ultrassonografia transvaginal, solicitado para que a equipe médica pudesse definir a conduta. O exame estava previsto desde as 8h, mas até o momento em que o familiar deixou o hospital, ela ainda não havia sido chamada.
Mesmo apresentando sintomas compatíveis com apendicite, a paciente passou a noite inteira sentada em uma cadeira, recebendo medicação na mesma posição, segundo a família. Conforme o relato, não havia maca disponível nem espaço no corredor para acomodá-la.
A paciente chegou ao Hospital Regional por volta das 21h. Desde então, segundo a família, ela permanece em jejum absoluto, sem alimentação e sem ingestão de líquidos. Ainda durante a madrugada, um médico informou que ela precisaria passar por cirurgia e que seria encaminhada ao centro cirúrgico.
No entanto, após a troca de plantão, por volta das 7h, outra médica avaliou o caso e descartou a necessidade de cirurgia, afirmando que a tomografia não indicava apendicite e que a dor poderia estar relacionada a algum problema no útero.
A reportagem entrou em contato com a direção do Hospital Regional, mas não houve resposta até o fechamento da matéria.







