Sem aderir aos protestos do terceiro "Vem pra Rua", que pediu a saída da presidenta Dilma Roussef e criticou o Partido dos Trabalhadores (PT) no último domingo (16), parte da população acredita que a corrupção está em todas as esferas do Poder e deve ser combatida primeiro regionalmente.
Paulo Fialho é Educador Físico, professor, e vende produtos naturais na Praça Ary Coelho, no centro de Campo Grande. Para ele, os partidos por trás do movimento do último domingo são todos corruptos. “Não fui porque fui dar aula, fui trabalhar. Não perdi meu tempo, porque não adianta. Os caras são todos corruptos”.
“Não vou estragar meu domingo não, até porque não vai adiantar nada”. Assim como Paulo, Sérgio Eduardo, comerciante, pensa que os protestos do "Vem pra Rua" não servem para melhorar a atuação do Governo Federal. Ele ainda complementou “não tem oposição no país”, se queixando dos supostos representantes da oposição ao governo. “Se não tem um líder, não tem jeito”, afirmou ele.
O motorista Ailton Rodrigues acredita que o Governo Federal não é o único problema. “Tinha que mudar todo o Congresso. A prefeitura, por exemplo, eles tiraram o que estava (prefeito) e colocaram outro ladrão”, reclamou ele.

(Sérgio Eduardo e Ailton Rodrigues / foto: Geovanni Gomes)
A Polícia Militar afirmou que cerca de três mil pessoas participaram do protesto realizado no último domingo. O intuito era reunir 20 mil pessoas.
“Eu não fui porque eu não acho que pedia a melhoria do país. Era partidária e pedia um impeachment”. A estudante de economia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Bianca, é natural de Angra dos Reis (RJ), e explicou porque não compareceu ao protesto. “Muito do que eu vejo é um discurso de ódio, como se a presidenta fosse culpada de todos os problemas. Esquecemos de que existe o congresso”, afirmou ela, sobre o discurso dos grupos que estavam presentes.

(A estudante de economia, Bianca / foto: Geovanni Gomes)
Ainda assim, Bianca explicou que há diversos pontos da administração presidencial e do governo federal que ela discorda, como o descaso com a educação pública e a preferência de lidar com a economia beneficiando bancos e grandes corporativas.
“A nossa educação só regride. Há muitos gastos desnecessários, beneficiando empresas e grandes corporativas”, afirmou.







