O PCB (Partido Comunista Brasileiro) se manifestou e negou qualquer envolvimento com o artefato explosivo deixado no Terminal Morenão, em Campo Grande, que foi detonado de forma controlada pelo Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), na tarde desta quarta-feira (8). A sigla afirmou, em nota, que considera “irresponsável” qualquer tentativa de associar o partido ao ocorrido.
De acordo com o Comitê Regional do PCB em Mato Grosso do Sul, o tipo de ação registrada “não faz parte da forma de atuação política” do partido, que afirmou não compactuar com práticas que coloquem em risco a segurança da população.
“O PCB esclarece que não tem absolutamente nenhuma relação com o ocorrido, tampouco esse tipo de ação faz parte de nossa forma de atuação política”, diz trecho da nota.
“Repudiamos qualquer tentativa de envolver o PCB em episódios dessa natureza”, acrescenta o comunicado.
A legenda destacou ainda que se coloca “ao lado da classe trabalhadora”, lembrando que os principais usuários do transporte coletivo, local onde o artefato foi encontrado, são justamente trabalhadores e trabalhadoras que dependem do sistema público.
Explosão
Na tarde de quarta-feira (8), um homem causou pânico no Terminal Morenão ao deixar uma sacola de papel com o que aparentava ser um explosivo. Testemunhas relataram que ele tentou acender um pavio antes de abandonar o local. Um guarda do terminal percebeu a ação e, ao notar o comportamento suspeito, se afastou rapidamente e o pavio apagou antes de qualquer explosão.
A Guarda Civil Metropolitana e a Polícia Militar foram acionadas, e o Bope foi chamado para verificar o conteúdo da sacola. Após análise com equipamentos de raio-x, os policiais constataram que se tratava de uma bomba artesanal, composta por rojões interligados, sem grande poder de destruição, mas com potencial para causar medo e tumulto.
O terminal foi interditado por cerca de duas horas enquanto os agentes realizavam a detonação controlada do artefato.







