O morador flagrado realizando a limpeza do canteiro em frente ao hipódromo, no bairro Jockey Club, em Campo Grande, relatou que, antes de tomar essa atitude, havia solicitado diversas vezes à prefeitura que fizesse a limpeza do local, mas nenhuma providência foi tomada.
“Eu já pedi muitas e muitas vezes para a prefeitura fazer a limpeza, mas nunca vieram.”
Ao conversar com a reportagem, o morador pediu para não ser identificado. Segundo ele, em frente à sua casa existe uma estrutura do hipódromo que está abandonada há muitos anos, possivelmente há décadas. Ele relata que o local se tornou abrigo para pessoas em situação de rua, principalmente usuários de drogas, e que frequentemente ocorrem furtos de fios de energia e internet, causando transtornos aos moradores.
“Isso aí está abandonado há muitos anos. Virou abrigo. Às vezes roubam os fios achando que é cobre, e o pessoal fica sem energia ou sem internet.”
Para o morador, o mais preocupante para a comunidade é o risco de violência, já que alguns usuários de drogas podem ser agressivos e hostis. Além disso, o local apresenta risco devido à presença de animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas, cobras e lacraias.
Diante da falta de ação do poder público, ele comprou gasolina, abasteceu a própria roçadeira e realizou a limpeza do canteiro central, que tem aproximadamente 200 metros, além de parte do terreno em frente à sua casa, do outro lado da rua.
Além da falta de manutenção do canteiro, o morador também aponta a necessidade de policiamento, pois, no fim da tarde, muitos usuários de drogas se dirigem à estrutura. Ele relata ainda que crianças e adolescentes matam aula e passam o tempo na área do hipódromo, tanto pela manhã quanto à tarde, o que representa mais um risco à segurança.
“Tem escola perto. As crianças vêm para cá de manhã, ficam até umas 11 horas, depois voltam à tarde. A gente não sabe o que pode acontecer.”
Diante da situação provocada pela morosidade da prefeitura, o morador demonstra preocupação com a segurança da vizinhança, tanto pela presença de usuários de drogas quanto pela proximidade com crianças e adolescentes que frequentam o local.








