O piloto Mário Jorge Dias de Oliveira Filho, de 33 anos, natural de Aquidauana e morador de Campo Grande, está prestes a realizar um feito histórico: dar a volta ao mundo em um avião monomotor, num projeto ousado que promete unir aventura, cinema, redes sociais e a divulgação do Mato Grosso do Sul.
Batizado de "Brasileirinho", o avião que será usado na expedição terá as cores verde e amarelo e levará em sua fuselagem não só a bandeira nacional, mas também o brasão do estado de Mato Grosso do Sul, uma forma de levar o nome da terra natal por onde for.
A jornada está prevista para começar em 10 de abril de 2026, com decolagem marcada no Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. A primeira parada internacional será na Flórida, EUA, onde Mário participará de uma das maiores feiras de aviação do mundo: a Sun N Fun, que acontece todos os anos e reúne apaixonados por aviação de todos os cantos do planeta.
“Eu sou piloto desde os 18 anos, hoje estou com 33. Fiz boa parte da minha formação nos Estados Unidos. Essa volta ao mundo é um sonho antigo e agora estou pronto para torná-lo realidade. Serão pelo menos 120 dias de viagem, cruzando oceanos, desertos, florestas e montanhas”, relata Mário.
O roteiro inclui passagens pelos Estados Unidos, Canadá, Groenlândia, Islândia, Europa, Ásia, Oriente Médio, África e América do Sul, até retornar ao Brasil, completando o círculo em torno do globo.
Além da façanha aeronáutica, o projeto tem um braço cinematográfico. Mário será acompanhado de um cineasta, responsável por registrar a aventura com qualidade de cinema, com foco posterior em plataformas de streaming como Netflix, Prime Video, entre outras. Paralelamente, o piloto também manterá seus registros informais através das redes sociais como Instagram e YouTube, onde já compartilha bastidores e perrengues da rotina de voo.
“A ideia é mostrar o lado humano por trás do projeto. Mostrar que, por trás do capacete, existe um pai, um marido, um sonhador. Mostrar os bastidores, os desafios, as dificuldades e a beleza de cruzar o planeta num avião monomotor”, destaca.
Família, fé e apoio incondicional
Pai de uma menina de dois anos e casado, Mário faz questão de enaltecer o apoio da esposa como um dos pilares do projeto.
“Tudo que eu faço na minha vida, ela sempre foi a primeira a dizer ‘tô contigo’. Quando falei da volta ao mundo, ela só me perguntou: ‘É seguro?’ Eu disse que sim. Então ela respondeu: ‘Então vamos’. Ela é meu braço direito no projeto. Organiza, pesquisa, me ajuda em tudo.”
Durante a jornada, a família estará presente em momentos especiais. A cada mês, em algum ponto estratégico da viagem, esposa e filha se encontrarão com Mário para matar a saudade e viverem juntos parte dessa aventura.







