Em setembro de 2024, ano em que pleiteavam a reeleição, a prefeita Adriane Lopes (PP) apresentava uma série de propostas para o desenvolvimento econômico de Campo Grande. Um deles era voltado para o setor industrial da Capital. Mas, após dois anos, tudo ficou no campo da promessa.
Segundo Adriane, a proposta era reduzir as burocracias para licenciamento ambiental, ampliação de áreas industriais e criação de incentivos para novos investimentos, mas garantindo a manutenção das condições e os requisitos de habilitação da empresa beneficiada.
Na época, a então candidata também prometeu melhorar a infraestrutura urbana dos polos, com ampliação e melhoras em áreas como transporte público, saneamento básico, iluminação pública, e equipamentos públicos, com acessibilidade para pessoas com deficiência.
“Nesse sentindo vamos melhorar as infraestruturas e ampliar as áreas dos polos empresarias Oeste e Norte e ativar o Polo Empresarial Sul e o Polo de Reciclados do Bairro Dom Antônio Barbosa. Também vamos destinar uma área de 40 mil metros quadrados para ser um espaço público permanente para a promoção empresarial e atração de negócios e empregos”.
Atualmente, o bairro Dom Antônio Barbosa abriga a UTR (Usina de Triagem de Resíduos), inaugurada em 2015, durante a gestão de Gilmar Olarte.
Em outubro do mesmo ano, o Governo Estadual destinou R$ 1,2 milhão para obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais, o que daria um novo acesso ao Polo Empresarial Norte.
As obras atenderiam a demanda de 33 empresas ativas no local, e cerca de 1,5 mil colaboradores, além de fortalecer o desenvolvimento empresarial. Entretanto, nada foi feito até agora.
O que diz a prefeitura?
No mês passado, a prefeitura disse que “avançou de forma significativa” ao longo de 2025 na questão do desenvolvimento econômico. Segundo o município, os Polos Industriais Norte e Oeste teriam passado por diagnóstico técnico detalhado, escuta ativa junto aos empresários e vistorias in loco, permitindo o mapeamento e a solução de demandas históricas.
A partir desse trabalho, a prefeitura alega que "houve avanços em processos de licenciamento, saneamento básico, iluminação pública e mobilidade urbana, com atuação integrada entre diferentes secretarias municipais".
No Polo Norte, as iniciativas incluíram tratativas específicas para melhoria da segurança viária, em articulação com a Motiva Pantanal e a Agetran. No entanto, os resultados práticos ainda não são visíveis.







