Atraso na entrega de leite especial para crianças alérgicas, fornecidos pelo SUS, deixa mães em "maus lençóis", em Campo Grande. Isso, porque uma lata do produto custa em média R$ 250 e dura muito pouco.
O problema não é de hoje, dizem as mulheres. Uma delas, que se identifica como Livia, conta que há cinco anos a filha precisava do produto, mas não encontrava no poder público, mesmo sendo por ordem judicial.
''Eu conseguia porque mães lá de São Paulo mandavam para a gente'', relatou Lívia. Ela criou um grupo no WhatsApp para trocar informações e ajuda entre as mulheres.
Kesslen de Oliveira Alves, 21 anos, mãe de um bebê de dez meses pegava o produto todo dia 12 no Centro de Especialidades Médicas, mas desde 12 junho denuncia atraso na entrega.
''Isso nao pode acontecer... Eu ter que dar chá pro meu filho, fazer leite mais fraco pra durar mais... É desesperador ver o único alimento que seu filho pode consumir estar acabando e não ter como comprar'', desabafa.
''Nós temos que correr atrás do leite dos nossos filhos. Estou desesperada já'', publicou Kesslen na rede social. Outra mãe anunciou no grupo do WhatsApp que iria até a Defensoria Pública denunciar o descaso.
O leite para crianças que possuem Alergia a Proteína de Leite de Vacal, a APLV, mais usado é o Neocate. A reclamação das mulheres é que o produto falta constantemente e elas têm de trocar a receita para pegar fórmula semelhante disponível no CEM ou na Casa da Saúde.
Resposta
A Prefeitura solicitou os dados de uma das mulheres para checar a situação, mas não retornou. O Governo também exige a identificação delas para ver se a não distribuição é por falta do produto ou problemas na documentação ou receitas médicas, já que a entrega é feita via ordem judicial. Ambos entregam o material com o suposto recurso do governo federal.








