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Campo Grande

Por melhorias, médicos residentes fazem manifestação na Santa Casa

24 setembro 2015 - 10h41Por Izabela Sanchez e Mariana Anunciação

Cerca de 100 médicos residentes protestam na Santa Casa, maior hospital de Mato Grosso do Sul, reivindicando melhorias na profissão. Dentre as exigências, estão a melhoria salarial, que hoje é de R$ 2. 938 (cumprindo 60h semanais), aprimoramento nas condições diárias de trabalho e qualidade do serviço prestado.

O representante dos Médicos Residentes de Mato Grosso do Sul e residente em ginecologia obstétrica, Manoel Cordeiro, explicou que a residência médica deve ser valorizada como “padrão ouro de formação de médicos especialistas”.

Segundo ele, a adesão ao manifesto é nacional, ocorre em todas as capitais e no distrito federal.  A data do movimento foi definida hoje (24), porque uma reunião acontece em Brasília  para definir novas vagas em residências médicas. Atualmente, o Brasil possui 30 mil, sendo que 300 são em Campo Grande. O objetivo é criar mais 3 mil vagas em todo o país até 2018.

A indignação é que antes de aumentar as vagas os residentes acreditam que o certo seria primar pela qualidade. A melhoria salarial de residentes e preceptores (médicos que atuam como professores nas residências) também são reivindicações da categoria. Manoel explicou que o valor salarial de um preceptor desestimula a adesão ao cargo, que faz com que os profissionais de medicina migrem para outras áreas de atuação.

“O problema não é só aumentar as vagas, é deixar de qualificar as que já existem. Uma residência varia em torno de 3 a 5 anos, e muitas vezes nós não temos condições de trabalho. Faltam medicamentos, e falta qualidade”, explicou o representante.

Segurando bexigas pretas e com adesivos pretos colados nos jalecos, os residentes do Universitário, Hospital Regional e da própria Santa Casa estão unidos pendindo mais valorização e aguardam o parecer nacional para definir novos rumos do movimento.