A decisão da Prefeitura de Campo Grande de não renovar a cedência da professora Jessica Alves Ribeiro, que atuava há mais de 14 anos no Parque Ecológico do Sóter, gerou indignação entre os alunos das oficinas de pilates e ritmos. Com mais de 150 alunos distribuídos em sete turmas de pilates e uma turma de dança, a saída da profissional ameaça a continuidade das atividades que, segundo os participantes, são fundamentais para saúde e qualidade de vida.
O caso remonta a outubro de 2025, quando a Semed (Secretaria Municipal de Educação) comunicou à Funesp (Fundação Municipal de Esporte) que todos os professores cedidos à fundação deveriam retornar às escolas, encerrando suas cedências. Na ocasião, a decisão gerou repercussão popular, principalmente entre os frequentadores da Praça Belmar Fidalgo, e matérias na imprensa local destacaram a insatisfação da comunidade. Em resposta à pressão pública, a prefeitura recuou e permitiu que os professores continuassem ministrando aulas nos parques.
No entanto, com o término da cedência de 2025, a administração municipal implementou a medida que havia planejado inicialmente, não renovando a cedência de diversos professores, incluindo Jessica Alves Ribeiro. A profissional atuava no Parque Ecológico do Sóter desde 2011, e sua saída deixa um vácuo significativo nas oficinas que ela conduz.
A ação gerou protestos de alunos e moradores, que afirmam que a interrupção das atividades afetará a saúde física e o bem-estar de muitos frequentadores. “São anos de dedicação e vínculo com os alunos. A saída da professora Jessica representa um grande prejuízo para a comunidade local”, afirma Alessandra Cardoso, responsável pela mobilização em defesa da profissional.
A comunidade pede que a Prefeitura de Campo Grande e a Semed revisem a decisão e permitam a retomada da cedência, garantindo a continuidade das atividades no Parque Ecológico do Sóter.
Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura e a Semed não haviam se manifestado sobre o caso.







