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Prefeitura quebra acordo e deixa catadores do lixão sem trabalho em Campo Grande

08 março 2016 - 11h21Por Anna Gomes

Os catadores que atuavam no lixão foram impedidos de trabalhar na UTR (Usina de Triagem de Resíduos) na manhã desta terça-feira (8). A Prefeitura de Campo Grande quebrou o acordo com eles ao descumprir a promessa de que eles poderiam começar os serviços na unidade normalmente. Os trabalhadores estão revoltados e ameaçam até voltar a fechar vias da cidade como forma de protesto.

Segundo um dos representantes da classe, Rodrigo Leão Marquês, 36 anos, os catadores chegaram na UTR para trabalhar normalmente e os portões estavam fechados. Mesmo assim, eles chegaram a entrar, mas foi por pouco tempo. Segundo Rodrigo, o município quer que os todos os trabalhadores terminem o curso de reciclagem e que se associem à cooperativa, caso contrário, não estariam aptos aos serviços na usina.

Ainda conforme o representante dos catadores, a diretora- presidente da Agereg (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande), Ritva Cecilia de Queiroz Garcia Vieira, e um representante da Solurb, que estavam na usina nesta manhã, já sabiam que as condições dos trabalhadores. Eles teriam aceitado as exigências, mas agora estariam querendo voltar atrás do acordo.

"Estamos há mais de dez dias sem trabalho, isso é um prejuízo de cerca de R$ 500 ao dia para cada catador. Somos a favor dos cursos, mas precisamos trabalhar, não podemos mais ficar parados assim", disse.

Conforme os catadores, a prefeitura havia prometido entregar um sacolão e uma ajuda de custo, que mesmo não informando o valor desta ajuda, seria a forma dos trabalhadores saírem do ''sufoco'', já que a única renda deles depende do lixão.

"Vai ter outra reunião e ficaram de nos entregar um sacolão e uma ajuda de custo, estamos esperando e vamos aguardar até quarta. Caso contrário, vamos fechar a BR de novo. Sei que às vezes isso causa transtorno para a sociedade, mas é a única forma de conseguirem nos ouvir. Os catadores estão fazendo tudo o que foi combinado, mas eles não estão fazendo o mesmo com a gente. Temos famílias para sustentar", ressaltou um dos trabalhadores.