A Agência Municipal de Habitação (Emha) removeu, nesta quarta-feira (7), o último posseiro que ocupava uma área pública na região do bairro Tarumã, em Campo Grande. O município corria o risco de perder recursos do Ministério das Cidades, destinado à construção de unidades habitacionais na Capital. O prazo para que a prefeitura fizesse a desocupação de três áreas terminaria hoje.
Na última segunda-feira (5), o diretor-presidente da Emha, Eneas Netto, havia revelado preocupação com o caso, uma vez, que o posseiro havia judicializado ação contra o município, que por sua vez, a prefeitura também já havia ingressado na Justiça ação de reintegração de posse.
Segundo a assessoria de imprensa da Emha, a desocupação ocorreu na manhã de hoje de forma tranquila, após a família entrar em acordo com a prefeitura.

Móveis da família sendo colocados em caminhões. (Foto: Reprodução)
O município deve encaminhar o casal de idosos para outra área próxima onde residiam. De imediato, os moradores foram encaminhados para uma residência do advogado da família e devem permanecer no local temporariamente até que sejam levados para a outra área.
No local que a família ocupava serão construídas 368 unidades habitacionais que deve atingir 1.5 mil famílias de um total de 42 mil cadastrados na Emha. O investimento no local será de R$ 30 milhões.
Nas outras áreas, como Aero Rancho serão 448 unidades e no Sírio-Libanês serão 208 unidades. O valor total do investimento é de R$ 85 milhões utilizados para construção de 1.048 unidades habitacionais. O município ficou quatro anos sem construir unidades habitacionais em Campo Grande.

Móveis da família sendo colocados em caminhões. (Foto: Reprodução)
Assinatura
Ainda nesta tarde, o diretor-presidente da Emha Eneas Netto deve assinar junto a Caixa Econômica Federal o contrato para a construção das 1.048 unidades nestas regiões.









