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Campo Grande

26/09/2025 13:31

Professores denunciam desvalorização e protestam contra perdas salariais e restrições trabalhistas

Mobilização docente pressiona Prefeitura por mudanças no edital do processo seletivo em Campo Grande

Professores convocados da REME (Rede Municipal de Ensino) de Campo Grande realizam neste sábado (27), às 8h, uma manifestação em frente à sede da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), em protesto contra o edital do processo seletivo de 2026, que, segundo a categoria, retira direitos e impõe novas limitações ao trabalho docente.

Entre as medidas contestadas está a redução salarial, já que os convocados receberão somente até o nível e classe PH2/A, sem qualquer adicional por pós-graduação. Outra insatisfação é a limitação da carga horária máxima para 20 horas semanais, o que afeta diretamente a renda dos profissionais.

Segundo uma professora que preferiu não se identificar, o edital traz a revogação das aulas de professores que apresentarem atestados médicos acima de 15 dias, medida considerada punitiva e desumana pela categoria. Além disso, cursos de formação só serão aceitos com mínimo de 100 horas de duração, contra as 40 horas exigidas anteriormente, dificultando a pontuação dos docentes no processo seletivo.

Outro ponto de crítica definido pela classe é a remoção de critérios de pontuação para quem ministra cursos, além de novos critérios de permanência que condicionam a continuidade na lotação à avaliação da direção e equipe pedagógica — situação que os professores apontam como subjetiva e insegura.

“Esse edital representa um retrocesso. Nós já trabalhamos em condições difíceis e, em vez de valorização, estamos perdendo direitos e sendo limitados em nossa atuação”, disse uma professora da REME que participa da mobilização.

Atualmente, estima-se que entre 2 mil e 3 mil professores convocados atuem na REME. A expectativa é de que, cerca de 600 participem do ato, neste sábado.

Ainda conforme uma das participantes, os organizadores também cobram da Prefeitura a realização de uma nova assembleia para discutir o piso salarial e reforçam que a luta vai além do edital, envolvendo a necessidade de valorização real da categoria.

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