Professores convocados da REME (Rede Municipal de Ensino) de Campo Grande realizam neste sábado (27), às 8h, uma manifestação em frente à sede da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), em protesto contra o edital do processo seletivo de 2026, que, segundo a categoria, retira direitos e impõe novas limitações ao trabalho docente.
Entre as medidas contestadas está a redução salarial, já que os convocados receberão somente até o nível e classe PH2/A, sem qualquer adicional por pós-graduação. Outra insatisfação é a limitação da carga horária máxima para 20 horas semanais, o que afeta diretamente a renda dos profissionais.
Segundo uma professora que preferiu não se identificar, o edital traz a revogação das aulas de professores que apresentarem atestados médicos acima de 15 dias, medida considerada punitiva e desumana pela categoria. Além disso, cursos de formação só serão aceitos com mínimo de 100 horas de duração, contra as 40 horas exigidas anteriormente, dificultando a pontuação dos docentes no processo seletivo.
Outro ponto de crítica definido pela classe é a remoção de critérios de pontuação para quem ministra cursos, além de novos critérios de permanência que condicionam a continuidade na lotação à avaliação da direção e equipe pedagógica — situação que os professores apontam como subjetiva e insegura.

“Esse edital representa um retrocesso. Nós já trabalhamos em condições difíceis e, em vez de valorização, estamos perdendo direitos e sendo limitados em nossa atuação”, disse uma professora da REME que participa da mobilização.
Atualmente, estima-se que entre 2 mil e 3 mil professores convocados atuem na REME. A expectativa é de que, cerca de 600 participem do ato, neste sábado.
Ainda conforme uma das participantes, os organizadores também cobram da Prefeitura a realização de uma nova assembleia para discutir o piso salarial e reforçam que a luta vai além do edital, envolvendo a necessidade de valorização real da categoria.







