No início de julho, o Ministério da Saúde divulgou que o SUS (Sistema Único de Saúde), iria começar a oferecer o Implanon, implante contraceptivo subdérmico, ou seja, inserido sob a pele, que libera etonogestrel no corpo, que possui alta eficácia contra gravidez e longa duração, com possibilidade de agir no organismo por até três anos.
Quem quisesse utilizar o método por meio da saúde privada, precisaria desembolsar em torno de R$4 mil. A projeção do Ministério da Saúde é que até 2026, pelo menos 1,8 milhão de dispositivos estejam inseridos na rede pública, para atender todas as mulheres, 500 mil ainda este ano.
Entretanto, mesmo com as propagandas, o implanon ainda não chegou em Campo Grande, conforme nota enviada à reportagem. “A Sesau informa que o município aguarda a regulamentação do Ministério da Saúde sobre os critérios para implantação do dispositivo e o envio destes por parte do órgão”, disse a pasta. Cabe ressaltar que o próprio Ministério da Saúde informou que “as áreas técnicas da pasta terão 180 dias para efetivar a oferta, o que envolve etapas como atualização das diretrizes clínicas, aquisição e distribuição do insumo, capacitação e habilitação de profissionais, entre outras ações”.
Em Mato Grosso do Sul, o método já é utilizado de forma restrita, por meio do Protocolo Estadual de Saúde Reprodutiva, que estabelece os usos de contraceptivos reversíveis de longa duração. Poderão solicitar o contraceptivo adolescentes, mulheres dependentes químicas, portadores de HIV, e com comorbidades (diabéticas há mais de 20 anos, trombofilias, e mulheres que realizaram cirurgia bariátrica).
Outras opções
O SUS atualmente disponibiliza seis métodos contraceptivos: preservativos externo e interno; DIU de cobre; anticoncepcional oral combinado; pílula oral de progestagênio; injetáveis hormonais mensal e trimestral; laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Apenas o DIU é classificado como um contraceptivo reversível de longa duração.







