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Campo Grande

Reajuste da passagem de ônibus é inevitável, diz diretor do Consórcio Guaicurus

27 setembro 2015 - 12h52Por Mariana Anunciação

Muitos acreditavam que a redução no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do diesel poderia impactar positivamente, resultando na queda do custo da tarifa de ônibus em Campo Grande neste fim deste ano. Por outro lado, o Consórcio Guaicurus informou que o aumento é algo inevitável, em razão de diversas variáveis como o vazio urbano da Capital e o benefício de circular gratuitamente, ou com desconto. 

O diretor do grupo, João Rezende Filho, explicou que tudo indica que o atual valor de R$ 3 cobrados dos usuários do transporte público deverá sofrer reajuste e que o abatimento do combustível é positivo, porque irá evitar que o aumento seja ainda maior.

“Essa redução da alíquota do diesel vai ser benéfica. A boa atitude do Governo Estadual só não tem alcance para reduzir a tarifa imediatamente. O valor de R$ 3 foi definido em novembro de 2014, quando o óleo diesel estava R$ 2,40, com base no salário do motorista, custos gerais, gratuidade e outros. De lá pra cá, o óleo diesel veio subindo, várias vezes. Em momento algum pedimos aumento da tarifa, por ser anual”, explicou.

Para João Rezende, o governo teria reduzido o preço do diesel a partir de junho deste ano. Mesmo assim, o valor do insumo está mais caro do que na época, sendo vendido a quase R$ 3. Além disso, há outros fatores que encarecem a tarifa.  

Agravantes

Ao se comparar Campo Grande com demais cidades do país, muitos se questionam porque há tarifas inferiores em outras localidades com o mesmo porte do município. João Rezende acredita que há justificativas e as pessoas devem entendê-las.

“Cada cidade tem seu DNA, é muita coisa que influencia na tarifa de ônibus. Campo Grande, por exemplo, é a única cidade do Brasil com 100% da gratuidade dos estudantes custeada apenas pelos usuários”, explicou ao destacar, que são aproximadamente 50 mil estudantes contemplados.

No total, são cerca de 110 mil beneficiados entre idosos, deficientes e outros. Só no ano passado, foram 14 milhões de viagens gratuitas por todos os beneficiários. Outro agravante seria o vazio urbano, porque se a cidade fosse mais compacta, não se gastaria tanto para percorrer trajetos distantes.

 “Não tenho estimativa do preço, porque há essa turbulência no mercado, o dólar influencia em tudo que é insumo. Mas, infelizmente, ocorrerá reajuste. A tarifa subindo não é bom para ninguém, até mesmo para o Consórcio, porque dificulta os clientes a usarem o transporte coletivo, mas é inevitável”, concluiu o diretor.