Uma equipe do TopMídiaNews esteve na manhã deste sábado (17) na UPA Coronel Antonino, em Campo Grande, onde constatou problemas estruturais, falhas no sistema de climatização e relatos de falta de medicamentos, além de pacientes aguardando vaga para internação hospitalar.
Durante a visita, a equipe conversou com Thais Antônia, mãe de uma criança de 6 anos que está na unidade desde a sexta-feira (16), aguardando regulação para um hospital. Segundo ela, o filho apresenta uma infecção grave na perna, com inchaço intenso, vermelhidão, dor constante e episódios de febre.
De acordo com Thais, a criança sofreu uma pequena lesão após bater a perna, e a suspeita médica é de que uma bactéria tenha provocado a infecção. O menino chegou a passar por atendimento anteriormente, recebeu prescrição de antibiótico e foi liberado, mas retornou à UPA após o quadro se agravar.
“O antibiótico que ele precisa não tem aqui. Eu tive que comprar. Se não sair vaga hoje, vou ter que comprar de novo”, relatou a mãe.
Ela afirmou que o filho passou por exames de sangue, mas que o teste necessário para identificar a bactéria não é realizado na UPA, o que reforça a necessidade de transferência para um hospital. Enquanto isso, a criança segue recebendo soro e medicação para dor.
“Ele chora de dor, a perna está muito inchada e agora a dor já subiu para o joelho. É perigoso”, disse.
Além do caso da criança, a mãe relatou a situação de um vizinho que também aguarda regulação na UPA. Wilham monteiro Bruno,49 anos, está em isolamento por ter hanseníase e apresenta lesões graves no braço. Ele teria abandonado anteriormente o tratamento em uma unidade especializada, o que agravou o quadro clínico. Conforme o relato, ele está há cerca de três dias aguardando transferência para dar continuidade ao tratamento.
Na área interna, foram identificados sinais de infiltração, mofo e reboco recente na região da farmácia. Na recepção, ventiladores estavam funcionando, mas não foram suficientes para amenizar o calor. O ar-condicionado instalado no local não funcionava, assim como a cortina de ar na saída da enfermaria. No banheiro feminino, a limpeza estava em dia, porém uma das cabines permanecia interditada há mais de um ano.







