A Santa Casa de Campo Grande alega que a suspensão temporária das admissões de pacientes do SUS, anunciada nessa segunda-feira (15), não está relacionada à inauguração da primeira fase da reforma do pronto-socorro.
Segundo a assessoria, a nova área entregue tem como objetivo apenas oferecer melhores condições de acolhimento e segurança aos pacientes, mas sem ampliar a capacidade instalada.
''Em nenhum momento foi anunciado aumento na capacidade de atendimento, tampouco há previsão contratual com o município para ampliação de leitos ou custeio adicional'', destacou a instituição.
O hospital reforçou que o número de leitos permanece o mesmo, durante e após a reforma. A obra, realizada com recursos próprios e doações, busca mais conforto e organização, mas não altera a quantidade de pacientes que podem ser atendidos simultaneamente.
A direção explicou ainda que a medida emergencial de bloqueio na entrada de novos pacientes foi necessária diante do envio contínuo, pela regulação municipal, de casos acima da capacidade operacional. “Mesmo com a nova estrutura, não houve contratação de novos leitos por parte do município, o que reforça a necessidade de esclarecer que não há ampliação de atendimento”, completou.
A transição de pacientes para o espaço recém-reformado deve ocorrer nos próximos dias, mantendo-se o mesmo número de atendimentos. A Santa Casa reiterou "compromisso com a população", ainda que, segundo a instituição, o contrato atual com o município esteja desequilibrado e sem previsão orçamentária adequada.
Na véspera, um ofício da Diretoria Técnica do hospital já havia alertado para o risco de desassistência diante da superlotação grave em áreas críticas, justificando a suspensão temporária de novas admissões como medida extrema para preservar a segurança dos pacientes internados.







