A retirada dos vagões da Orla Ferroviária vinha sendo planejada pela Prefeitura de Campo Grande e foi retirada na manhã desta segunda-feira (10) por equipes da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano).
O secretário Luis Eduardo Costa explicou que a ideia de requalificar a área vinha sendo debatida ao longo dos últimos anos, mas antes precisaram remover todos os espaços que ficaram naquele setor por pelo menos uma década.
O pedido da retirada dos vagões, inclusive, era constante por parte dos moradores, que notaram um acréscimo de pessoas em situação de vulnerabilidade e usuário de drogas naquela região.
Nesta terça, foram retirados dois vagões da Orla Ferroviária. Segundo Eduardo, residentes daquela área vinham sofrendo com os recorrentes roubos e furtos, o que se arremetia ao problema da existência de uma grande quantidade usuários de drogas.
"Era ponto de droga, ponto de consumo", limitou-se a dizer o secretário. Porém, o titular da Semadur fez questão de ressaltar que a SAS (Secretaria de Assistência Social) deu todo o tipo de assistência para aqueles que estavam em maior nível de vulnerabilidade e para os usuários de drogas também.
No entanto, Luis destacou ser comum que eles aceitem ajuda, passam a noite em um abrigo e depois ficam no ciclo de voltar e sair para as ruas.
A princípio, a requalificação citada pelo secretário faz parte de um grande projeto que deve contemplar a área da Feira Central, pouco antes da rotunda e seguir até a Afonso Pena. Outro ponto dito é que a antiga rodoviária, no qual o município tem uma parte por direito, será ocupado pela Guarda Civil Metropolitana.
"A retirada imediata era para evitar esse juntamento, esse ponto de referência", comentou.
Polêmica nas redes sociais
O assunto que mais levantou polêmica não foi a retirada dos vagões, mas sim a palavra 'nóia', citada pelo secretário em uma foto. Ele entende que os moradores da região também utilizavam o termo, mas se desculpou pelo equívoco.
"Pessoas acharam ruim o termo, mas não viram a ação feita. Esse local está ocupado por conta dos vagões por pelo menos uma década e os moradores estavam querendo essa retirada", rebateu.
A foto, inclusive, foi compartilhada pelo Padre Julio Lancelotti, muito conhecido em São Paulo por ações com moradores de rua. No entanto, o secretário Luis Eduardo Costa não levou muito adiante a polêmica e respondeu questionando se o padre não poderia fazer ações pela cidade.
"Se o padre quisesse fazer algo, pudesse vir para Campo Grande. Ou pelo menos pudesse promover algo", finalizou.







