Eliane Almeida, uma gestante de sete meses e alto risco, relatou dificuldades para realizar exames essenciais pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em Campo Grande, o que a levou a pagar do próprio bolso um procedimento importante para o acompanhamento da gravidez gestacional.
Segundo o relato, Eliane precisava realizar o exame de curva glicêmica, utilizado para verificar a presença de diabetes gestacional, procedimento que deveria ser feito até o dia 8 de fevereiro. O exame estava previamente agendado para o dia 3, porém, ao chegar ao laboratório, foi informada de que o procedimento não estava sendo realizado.
Eliane descreveu dificuldades enfrentadas ao tentar realizar o exame. Afirmou ter saído de casa às 5h30 da manhã, enfrentado ônibus lotado e chuva, chegando ao local por volta das 7h30, quando foi informada de que o exame não estava sendo feito, sendo orientada apenas a retornar para casa.
Diante do prazo apertado, Eliane afirmou que precisou emprestar dinheiro e procurar atendimento na rede particular para não perder o prazo médico. O exame foi realizado na sexta-feira pela manhã, sendo que receberia apenas na tarde do mesmo dia.
Além disso, a gestante relatou outro problema ocorrido na mesma semana. Ela afirmou que tinha uma consulta marcada no dia 5, mas, ao chegar à unidade de saúde, foi informada de que a médica não atenderia por estar de atestado. Segundo o relato, não houve substituição por outro profissional, o retorno acabou sendo remarcado apenas para o mês seguinte, mesmo se tratando de uma gestação de alto risco.
A prefeitura de Campo Grande foi procurada para responder sobre a demanda de exames, mas não retornou até o fechamento deste texto.








