O inquérito policial que apurava o homicídio de Cleiton Anario de Castro, 30 anos, na Avenida Guaicurus, em 30 de setembro de 2024, em Campo Grande, foi arquivado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que concluiu não haver justa causa para o oferecimento de denúncia criminal.
Conforme o extrato de decisão, após a análise de todo o material reunido durante a investigação, o Ministério Público entendeu que não existiam elementos suficientes para sustentar a acusação em juízo. Diante disso, o procedimento foi arquivado pela 20ª Promotoria de Justiça da Capital.
Apesar do arquivamento, o MP destacou que a legislação permite a apresentação de pedido de revisão da decisão no prazo de até 30 dias, caso surjam novos fatos, provas, diligências ou testemunhas que possam contribuir para o esclarecimento do crime.
Relembre o caso
Cleiton foi executado com tiros na cabeça na manhã no dia 30 de setembro de 2024, enquanto trafegava sozinho de carro pela Avenida Guaicurus, em Campo Grande. Ele seguia para o trabalho e atuava como servente de pedreiro.
Segundo informações apuradas à época, Cleiton morava na região da Cohab e teria se envolvido em uma briga em uma conveniência do bairro meses antes do crime. Durante a confusão, ocorrida em julho de 2024, ele teria atingido um homem com uma bola de sinuca.
A Polícia Civil também informou que Cleiton possuía diversas passagens policiais, incluindo furto, receptação, roubo, tráfico de drogas, posse de arma, desacato, crimes de trânsito e violência doméstica, além da suspeita de envolvimento com facção criminosa.
No dia do crime, o Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte ainda no local. A Polícia Militar realizou o isolamento da área para os trabalhos da perícia. Imagens de câmeras de segurança próximas registraram um homem em uma motocicleta efetuando os disparos contra a vítima. Apesar das diligências realizadas, a autoria do crime não foi esclarecida.







